MODA - Uma década de PASSARELA
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 27 de junho de 2005
Karla Matida<br>Reportagem Local 
Há dez anos, a moda brasileira era bem diferente do que é hoje, quando tem início a 19 edição da São Paulo Fashion Week. O cenário era tão restrito que quem estava por dentro só se referia ao ''mundinho da moda''. Pois os horizontes se ampliaram e muito. Há dez anos, Paulo Borges lançava o MorumbiFashion, que trocou de nome e se tornou o maior evento de moda da América Latina e está entre as cinco semanas de moda mais importantes do planeta.
Há 10 anos, não se falava em um calendário que unificasse toda a cadeia fashion do País. Cursos de moda eram apenas três, hoje já passam dos 30. Uma década atrás, as grifes brasileiras até sonhavam em ter reconhecimento no exterior, mas agora sabem que é possível. Há 10 anos, Gisele Bundchen era só uma ''new face''. Muita coisa mudou.
Com a mão firme de Paulo Borges nos bastidores, a SPFW colocou o Brasil na moda. E moda no Brasil. Desembarque hoje em São Paulo e a maioria da frota de quase 30 mil taxistas estará sabendo dos desfiles, falará de alguns estilistas e muitas modelos. Não é exagero. O País aprendeu a esperar pelas tendências das passarelas, apresentadas regularmente duas vezes por ano. Em janeiro, as coleções outono-inverno. Em julho, primavera-verão.
Pois de hoje até o dia 4 de julho, tem mais novidades e em número recorde. Serão 52 desfiles entre coleções feminina, masculina e, a sempre tão aguardada, moda praia. A organização do evento credenciou cerca de 80 jornalistas internacionais. É para ela Os primeiros dez anos foram o ponto de partida, de estruturação. Borges costuma lembrar do exemplo da indústria de moda italiana, que levou 30 anos para se erguer e virar referência mundo afora.


