MODA - Praticidade na passarela
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 16 de outubro de 2003
Ana Clara Garmendia<br> Equipe da Folha 
Curitiba O estilo pop foi o dono da terceira noite de desfiles do Crystal Fashion, evento de moda que mostra o que as lojas do Shopping Crystal querem vender nessa primavera-verão 2003/2004. A primeira marca a desfilar foi a TNG. Paulista por natureza, a grife mesclou duas referências principais para mostrar suas criações: o artista americano Andy Warhol e o personagem dos quadrinhos Zé Carioca. Com esse mote mesclou a ginga brasileira com o massificante produto de arte americana.
Assim como em outras estações, a TNG conseguiu bons resultados. Looks leves, divertidos e modernos. Saias curtíssimas, estampas exclusivas, decotes com ombros à mostra e uma atitude de passarela bem interessante. As décadas mais relembradas da atual história da moda, as de 60 e 80, serviram de base.
Um estilo motoqueiro. Calça de couro preta vestindo um sarado Márcio Garcia, astro da noite. Os modelos com capacetes nas mãos. Jaquetas sequinhas para combinar. Macacões jeans justos aos corpos e decotados enobrecem os perfis magros das meninas do casting.
O terno branco linka com o referencial do malandro brasileiro. Meio largadão combina com um ambiente tórrido sentido em grande parte dos estados brasileiros. Outra coisa: Puma. A marca internacional mais usada pelos fashions europeus (dizem que oito entre dez modernos italianos usam tênis Puma) aparece afirmando a parceria firmada de antigas estações com a TNG.
Outro referencial da grife foi Paco Rabanne. Ele aparece nos paetês e faz ficar legal uma coleção que é brasileira, sem se apegar ao piegas de querer imprimir com força uma atitude de louvar simplesmente o que é feito aqui. TNG apostou e acertou em cultura internacional. Nada melhor para um mundo que não deveria ter tantas fronteiras delimitadas.
Preto. Branco. Amarelo. Pink. Prata. Polêmica. Esses são os ícones da atual coleção de Oskar Metsavaht para sua Osklen. Quando a apresentou no São Paulo Fashion Week, há pelo menos três meses, Metsavaht enfrentou duras críticas por ter feito um vídeo da coleção com um espírito olímpico da década de 30, intitulado uma releitura moderna de um documentário sobre as Olimpíadas de 30 da diretora e fotógrafa alemã Leni Riefenstahl.
Para quem não sabe, a cineasta, morta este ano, foi duramente criticada por ter uma relação estreita com Adolf Hitler. Acabou odiada por meio planeta e admirada por sua personalidade assumida.
Voltando à coleção, a Osklen aparece mais simplista. Tudo meio sequinho. Calças, jaquetas. Mais uma grife com inspiração ''sessentinha''. Comprimentos curtíssimos. Matelassê nos cotovelos e joelhos de peças em couro (ele de novo).
Uma boa característica da grife são os divertidos, confortáveis e práticos acessórios da Osklen. Sapatos baixinhos com bico finíssimos, sapatilhas com solados plásticos, bolsinhas e mochilas únicas. Tudo bem cosmopolita. Perfeito para o espírito de liberdade da grife.
Desfilam logo mais Lilica&Tigor e Bob Store.


