Com ares de celebridade, a rolandense Audrey Mati chegou ao Parque do Ibirapuera acompanhada por dois seguranças. Da equipe de marketing da joalheria Amsterdam Saeur, Audrey tinha como missão cuidar da réplica da Coroa Imperial, que desfilou para a grife Cavalera. Foi o último dos 47 desfiles da São Paulo Fashion Week (SPFW), que terminou na terça-feira à noite.
Apesar de ter sido anunciada antecipadamente a performance da modelo Caroline Ribeiro com a tal jóia da coroa, a réplica acabou entrando displicentemente nos braços da modelo Paola de Orleans e Bragança, da família de Dom Pedro I. Na passarela da grife, além das cabeças coroadas, um mix de todas as tendências da estação. Só que todas-ao-mesmo-tempo-agora. Num mesmo look, tricô, mangas bufantes, ouro e patchwork.
Marcelo Sommer, que sempre foi muito colorido e cheio de lembranças da infância, desta vez preferiu, numa viagem à Islândia, limpar o cenário e apostar nos tons claros ''corrompidos por algumas cores''. Ao som de Sigur Rós, emocionou a platéia ao encenar um encontro de amigos numa sala branca.
O último dia ainda teve a estréia de Gisele Nasser, sempre preciosa nas modelagens e bordados. Inspirada na art noveau e borboletas, faz dos vestidos as vedetes da estação. Esfriou? Um casaco de veludo de seda completa o visual. Para fazer charme, opta por uma faixa e um laço ao invés de fechá-lo com botões.
Outra boa apresentação de terça-feira foi a de André Lima, que sugere um outono-inverno latino nos xales de longas franjas como das espanholas de Sevilha, nos bordados mexicanos e em estampas glamourosas para as brasileiras se encantarem.
Mareu Nitschke optou por uma coleção gótica oriental com quimonos sombrios. Renato Loureiro já é todo cor nos fuxicos gigantes de malharia. Em fevereiro, a moda paranaense se movimenta com o Curitiba Fashion Art, marcado para os dias 17 a 20.
A jornalista Karla Matida viajou a São Paulo a convite da organização do evento.

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