Ana Clara Garmendia
Equipe da Folha
  Curitiba - No segundo dia de desfiles do Crystal Fashion mais testosterona na passarela. No desfile da loja Carmen Steffens, a presença da atriz Cristiana Oliveira, vestida de sereia para anunciar a chegada do verão, quase passou despercebida ao surgirem pescadores sem camisas carregando redes com sandálias penduradas. Uma apresentação para lá de kitsch, que priorizou, sabiamente, a valorização do público
feminino que comparece
a esses eventos.
  Carmen Steffens é uma loja que vende bolsas, sapatos e acessórios e traz uma proposta um pouco fora do que se vê nos editoriais de moda atuais, mas tem seu público. Plataformas altíssimas desequilibraram mais de uma vez uma modelo. A proposta é dar altura às
milhares de mulheres que não nasceram com os mais de 1,80m que as tops têm.
  Muitos brilhos em peças cheias de cristais, prata, ouro e bronze. Legal as sandálias de salto anabela bem baixo (um conforto para quem trabalha) com amarrações nas pernas. Legal também os tamancos com saltos ínfimos, estes sim uma proposta de acordo com a onda de moda mundial para os pés.
  Os scarpins aparecem em estampas sofisticadas com toques metálicos e dão às curitibanas mais uma opção de onde achar o modelo mais procurado na hora de compor uma produção mais sofisticada.
  Depois de Carmen Steffens entrou a sofisticação da Le Lis Blanc na passarela. Isabela Fiorentino e Giane Albertoni foram as musas da apresentação. Na primeira fila, ineditamente em Curitiba, a estilista Traudi Guida. Na passarela uma invasão clássica. Anos 60. Lady like. Preto. Branco. Pérolas. Vestidos básicos. Argolas enormes nas orelhas. Uma edição de vestidos florais espécie de marca registrada de uma das grifes que mais vende hoje no Brasil.
  Todo mundo sabe que a Le Lis não inventa moda. Apenas reflete o que há no mercado internacional. Como a crise é grande nada mais parcimonioso do que fazer um desfile sem ousadias oferecendo o que é comprável. Sem pirações. Até porque o evento é mais social mesmo. É tipo um chá das cinco aonde as pessoas vão para verem e ser vistas (termo batido né? Mas ainda é uma atitude que impera).
  Uma parte desnecessária foram os looks cargos de cetim. Não que eles não possam mais ser usados. É que estão batidos mesmo. Deu um ar de ‘‘já visto’’ ao desfile. Os sapatos são a melhor coisa da atual coleção da grife. Baixinhos, saltos bem ‘‘sessentinhas’’, ideais para o século 21.
Desfilam logo mais: Chicco, M.A. Store e Fórum.

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