MODA - Diversidade cultural encerra maratona
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 07 de março de 2005
Ana Clara Garmendia<br> Equipe da Folha 
Curitiba Violência, velocidade e diversidade cultural foram os temas do encerramento da semana de moda de Curitiba, Curitiba Fashion Art, na noite da última sexta-feira, na Federação das Indústrias do Estado do Paraná(Fiep).
Roberto Arad, um dos estilistas mais concorridos do Estado, abriu a noite com longas-metragens como Bonnie & Clyde, uma Rajada de Balas e Dogville servindo de mote para sua bem montada coleção.
Não é de hoje que Arad tem uma legião de fãs. Um público formado por publicitários, artistas, músicos, escritores, Djs e por aí vai, que vê na irreverência vanguardista do criador uma forma para se expressar através da roupa. Na passarela vestidos sequinhos cor-de-rosa estilo garçonete contrastavam a inocência do modelo com uma arma estampada em suas costas. Tudo no desfile de Arad exalava amor com violência.
Um de seus pontos forte são as modelagens arrojadas nos jeans. Surpreendendo, Arad coloca looks mais sofisticados em cena. Uma saia de tecido meio rodada e uma echarpe de pele forrada com estampa de oncinha não são exatamente uma marca registrada dele, mas aparecem como um novo momento em sua marca.
Excelentes os blazers mais curtos para as meninas e os em jeans para eles.
O ronco das motocicletas e todas as suas idiossincrasias exerceram domínio sobre a mente criativa do estilista Edson Korner e sua Korr. A grife já é mesmo de sporstwear e nessa edição pegou um tema mais do que bom para criar sua coleção outono-inverno. Contrastando com o despojamento dos macacões, tipicamente usados em pistas de alta velocidade, bordados em paetês com a logo da grife foram aplicados em frentes e costas de algumas peças.
Ponto alto: as estampas silkadas em blusas e casacos masculinos e as jaquetas de nylon em tons como o amarelo e branco. Roupa funcional que todo mundo tem que ter no guarda-roupa. Afinal, nem só de festas vive a sociedade consumidora.
No encerramento do CFA, em meio à confusão da superlotação que fez a porta que dava acesso aos desfiles virar um campo de batalha e com uma hora e meia de atraso, aconteceu o desfile da londrinense Pura Mania. Romantismo para as mulheres que apareceram com florais e pedrarias e aventura para os homens, em passagens com roupas largas e confortáveis. Apesar de um dos temas que moveu a coleção, o orientalismo, já ter passado do ponto como tendência de moda principalmente nas batas , a apresentação foi uma das mais concorridas. Pura Mania tem várias lojas espalhadas pelo Brasil e já exporta. Prova de que uma roupa comercial com apelo dejà vu pode não encantar os jornalistas de moda, mas agrada e muito o público consumidor.


