Mobz, exclusivo para cinéfilos
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quarta-feira, 09 de julho de 2008
Flávia Guerra<br> Agência Estado 
Sites de relacionamento, que prometem colocar em contato não só internautas de todo o mundo mas também permitir que pessoas de interesse comum se conheçam, já não são novidade. Mas um site exclusivo para os cinéfilos, que permite que a criação de comunidades para seus filmes preferidos, e mais, que programem as próprias sessões de cinema, é feito inédito para a comunidade virtual.
E é exatamente isso que promete o MovieMobz (http://www.moviemobz.com). ''O cinema on demand está só começando, mas tem tudo para ser uma das maiores fontes de programação, venda e acesso ao cinema no mundo. A música on demand, ou seja on-line, também começou como algo visionário e hoje domina o mercado fonográfico'', comenta Marco Aurélio Marcondes, experiente distribuidor brasileiro que, para criar o MovieMobz, uniu-se a Fabio Lima e José Eduardo Ferrão, os fundadores da Rain Network. De novos formatos a trupe entende. A Rain foi a primeira a exibir filmes em cópias digitais do Brasil.
Por que a projeção digital é crucial para o cinema on demand? ''Barateia os custos. Exibir um filme em uma cidade longe deixa de ter o custo com transporte da cópia em película. É preciso apenas a mobilização dos internautas'', diz Lima.
''Suponha que seu filme preferido seja Apocalipse Now. Então, você cria um movieclub (como as comunidades do Facebook e do Orkut) e atrai interessados. Quando tiver um número bom de pessoas que queiram ver o filme, a Mobz entra em contato com um exibidor'', conta Lima. ''Contanto que essa sala tenha um projetor digital. E quanto mais público, mais baratos ficam os ingressos da sessão. É o mesmo sistema da música que se compra on-line, com a diferença de que cinema é coletivo. Não há consumo individual'', afirma Marcondes.
Neste caso, o programa fica até mais divertido. Quantos internautas fanáticos por Star Wars não poderão se mobilizar em seus fãs-clubes e marcar sessões exclusivas? ''Para o cinéfilo internauta, é uma mão na roda. É algo único, que o Brasil está dando a largada, mas garanto que daqui a alguns anos será tão comum quanto fazer downloads na internet'', finaliza Marcondes, que já tem em seu ''banco de dados'' mais de 200 filmes (entre inéditos e antigos) e está em negociação com várias distribuidoras brasileiras para ''passar para o digital'' outras centenas de filmes.


