Por trás do cotidiano há uma infinidade de situações que podem render uma boa crônica. Um noivado desfeito, a morte de um ente querido ou mesmo um emprego novo sempre podem virar uma boa história. Além do traquejo com a palavra escrita, uma dose a mais de sensibilidade ajuda a perceber a grandeza escondida nos fatos mais corriqueiros, transformando-os em crônicas.

Para ampliar o espaço dedicado a esse gênero literário - considerado por muitos um "respiro" no meio da formalidade do texto jornalístico diário - há mais de sete anos a FOLHA disponibiliza uma seção de crônicas destinada à contribuição de nossos leitores que têm provado nesses anos todos que, apesar de não serem "profissionais" no assunto, sabem emocionar e expressar pela palavra escrita sentimentos universais.

Nesse período, constatamos o aprimoramento do estilo de alguns, as mudanças de vida em outros (expressas em relatos bastante pessoais) e principalmente a importância de ver o próprio texto transmutado em algo público - publicado e visto em grande escala. Isso mexe com a autoestima, motiva a escrever mais e promove uma transformação pessoal que vai além do simples ato de escrever.

Originária do folhetim francês, na metade do século 19, a crônica é o espaço para a subjetividade, a poesia e o humor, e traz tantas nuances de um mesmo fato que às vezes é até difícil de explicar como nos comove ou afeta.

E se somos o País de renomados cronistas a exemplo de Rubem Braga, Fernando Sabino e Paulo Mendes Campos - com seus textos atemporais de tão bem escritos - e outros mais contemporâneos, como Fabrício Carpinejar e Humberto Werneck, também temos os nossos "cronistas de plantão": dezenas de pessoas comuns que saíram do anonimato e nos encantam, toda semana, com suas crônicas.

Imagem ilustrativa da imagem Miudezas do cotidiano
| Foto: FolhaWeb Arte



O ex-borracheiro Ricardo Chagas, a estudante Deyse Chagas, a dramaturga Paz Aldunate, entre dezenas de outros, que saíram do anonimato e nos encantam toda semana com suas crônicas.

Conheça um pouco mais sobre a história de alguns deles.

RICARDO CHAGAS - Entre graxa e livros

DEYSE CHAGAS - Apaixonada pela palavra escrita

PAZ ALDUNATE - ‘Uma correspondente do estrangeiro’

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