Mito de Dona Beja faz parte do cotidiano
A história conta que ela seduzia e encantava os homens de sua época. Mesmo sem documentos que provem definitivamente sua passagem e vida por Araxá, o mito de Dona Beja já se enraizou no cotidiano da cidade.
Turistas vindos de vários lugares do país visitam Araxá na esperança de conhecer os lugares onde Dona Beja passeava a cavalo muitas vezes nua e se banhava em belíssimas cachoeiras.
A história se popularizou ainda mais graças a Maitê Proença, atriz, que viveu a personagem na novela Dona Beja, produzida pela extinta Rede Manchete de Televisão.
Dados concretos sobre Anna Jacinta de São José, seu nome de registro, são data e local de nascimento: a pequena cidade de Formiga, em 1800. Segundo a história popular, Dona Beja teria chegado a Araxá em 1805. Aos 9 anos, ela teria sido raptada pelo ouvidor Inácio Silveira da Mota.
Em Araxá, a mais antiga referência a respeito do mito remete a 1819, no registro de batismo de sua filha Thereza Thomázia de Jesus. Ainda solteira, ela teve uma segunda filha. Mesmo rompendo com os padrões ostentados na época, estima-se que ela tenha alcançado posição de destaque na sociedade de Araxá.
Outra lenda criada é em torno da suposta Chácara do Jatobá, onde Beja recebia coronéis e poderosos da região como uma deslumbrante cortesã, embora não existe documentos que comprovem tal história. Não há nada que comprove que ela tenha sido uma prostituta. Dona Beja era sim uma revolucionária para sua época, se envolvendo com política e assuntos que geralmente eram tratados por homens, explica Leandro Haddad, secratário de Turismo de Araxá.
Morta em 1874, aos 74 anos, em Bagabem, atual Estrela do Sul (MG), Dona Beja ainda mexe com o imaginário de homens e aficcionados por sua história.





