A marca da exploração dos colonizadores ficou estampada na situação econômica do país e pode ser vista por toda a parte. Lixo pelas ruas, pobreza, trânsito confuso, com muitos motociclistas circulando sem capacete e motoristas dirigindo no grito. Em vez de se orientar pelos semáforos, eles usam a buzina, tornado o ato de dirigir uma barulhenta aventura.
A precariedade decorrente da colonização dos espanhóis e também dos franceses, que andaram pelo lado oeste da ilha, onde está o Haiti, é evidente. Algumas décadas depois do desaparecimento dos nativos e da importação de escravos africanos para a ilha, Hispaniola viveu um período decadente. Quando os espanhóis viram que era no continente sul da América, no México e Peru que estavam as riquezas de vulto, largaram a ilha ao Deus dará. Vieram piratas e outros usurpadores querendo tirar um naco do que sobrou. Os franceses, que estavam no oeste, quiseram se assenhorar de todo o pedaço, mas os espanhóis, depois de muitas batalhas, garantiram a propriedade, em 1808. Dessa forma, Hispaniola dividiu-se em duas nações.
A vida do povo dominicano é marcada por adversidades políticas. Depois de ter se libertado do domínio dos haitianos, em 1844, seguiu-se uma fase conturbada, com vários golpes militares, o poder passando de mão e mão, como numa dança de cadeiras. Como não poderia deixar de ser, os Estados Unidos intervieram no país, de 1916 a 1924, para garantir o que eles chamam de democracia. De 1930 a 1961, a República Dominicana viveu sob a ferrenha ditadura do presidente Rafael Leonidas Trujillo Molina, que antes de morrer assassinado, governou como se a ilha fosse propriedade particular.
A mistura dos indígenas tainos, dos europeus e negros escravos formou um povo que não tem uma feição definida. Prevalece, entretanto, uma população 70% crioula, com traços diversos. O mais simpático souvenir típico é a ''bonequita descarada'', com corpo bem feito, mas sem rosto, para ressaltar a mistura de etnias. Definidos ou não, os rostos das crianças dominicanas são de deixar os turistas de boca aberta. Elas enfeitam os cabelos com apetrechos coloridos e garantem as melhores fotos da viagem. (M.B.)

mockup