Mistérios e sensualidade
Segundo Rhamza Alli, a dança do ventre tem origem indiana e se espalhou por outros países através de ciganos, que a levaram até a Espanha. Sempre foi misteriosa, porque era a dança de uma sacerdotisa árabe, explica. A dança oriental demorou a se popularizar. No início, conta Rhamza, isso aconteceu de forma circense, com homens dançando vestidos de mulheres.
A ocidentalização aconteceu no início do século, com a aproximação cultural dos países árabes com o Ocidente. Mas a dança ficou conhecida mesmo quando Hollywood descobriu as bailarinas do Egito e do Líbano e as levou para dançar na América.
A professora conta que no Brasil a dança do ventre deve existir há 30 anos, mas somente há uns três anos ficou mais conhecida. Essa popularização tem um lado positivo, que é o maior acesso a informações e materiais; e um negativo, que é a vulgarização da dança, lamenta. Rhamza afirma que vieram pessoas que começaram a liquidar a dança, gente que faz duas aulas e sai se apresentando por aí. A bailarina lamenta que essas pessoas utilizem a modalidade de uma forma vulgar e acabem sujando uma dança sagrada. Falar em Carla Perez, do grupo É o Tchan, provoca indignação nas bailarinas de dança do ventre. Elas não gostam nem um pouco da performance da loira. Muita gente acha que a dança do ventre é aquilo, o que não é verdade, observa Rhamza. (J.S.)





