São Paulo - ''Missão Jogos Olímpicos'' é o título da mais recente aventura dos investigadores da Private, maior agência de detetives do mundo.
Mas poderia ser ''A Morte Ronda os Jogos'', manchete de um dos jornais britânicos sobre a série de crimes que enchem de sangue o thriller do norte-americano James Patterson.
Escrita em parceria com o também escritor de livros policiais Mark Sullivan, a história segue com rigor o programa olímpico real - um dos ataques aconteceu na final dos 100 m e algo espetacular era esperado para o domingo seguinte, dia da maratona masculina.
Os atletas mimetizam personalidades conhecidas da área. Quando surge a ideia de suspender os Jogos por causa dos crimes, decidem que o show deve continuar.
O vilão, apesar de bárbaro, dá a si mesmo uma tarefa louvável: resgatar o espírito olímpico, que estaria conspurcado pelo doping e pela ganância.
O problema é que faz isso matando sem piedade, começando por degolar um dos figurões do comitê organizador dos Jogos de Londres.
O herói é pai solteiro de um casal de gêmeos, que se divide entre as tarefas domésticas e a luta contra o crime.
Nessa confusão, precisa achar um jeito para que o espírito olímpico prevaleça sobre a violência.
''Private Games'', título original de ''Missão Jogos Olímpicos'', está em terceiro lugar na lista do ''New York Times''.
Segundo o site de Patterson, o autor já vendeu mais de 260 milhões de livros no mundo (considerando toda sua produção).
E olha que seu estilo não é de alegrar doutos defensores da alta literatura.
Talvez esteja aí seu valor: agrada às massas com um texto nervoso, em que capítulos curtíssimos de duas, três páginas se sucedem velozmente, cobrando mais atenção do leitor.

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