Minisséries vão retratar o Brasil dos anos 60
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terça-feira, 06 de janeiro de 1998
César Almeida Agência Estado 
ReproduçãoAna Paulo Arósio interpreta uma prostituta em Hilda FuracãoAlém de continuar apostando nas novelas, a Globo tem projetos ambiciosos para as minisséries, aproveitando seu elenco milionário. Duas delas terão os anos 60 como cenário: Hilda Furacão, baseada no livro do mineiro Roberto Drummond, e Ninguém é de Ninguém, de Dias Gomes - que também adaptou Dona Flor e Seus Dois Maridos. Completarão o pacote da Globo as séries Mulher, com Eva Wilma, Carlos Zara e Patrícia Pillar. Alta Rotatividade, de Gilberto Braga, ficou para 1999.
A adaptação de Hilda Furacão é de Glória Perez e as gravações estão sendo feitas em Tiradentes, Minas. Ana Paula Arósio interpreta uma garota de classe média que vira prostituta, enlouquece e some sem deixar vestígios. Na história, ambientada entre 1959 e 1964 na fictícia Santana dos Ferros, Paulo Autran é o padre Nelson, Guilherme Karan faz o pitoresco Dindim, um coroinha gay que escandaliza a cidade com seus trejeitos.
Rodrigo Santoro é o frei Malthus, criado pela mãe para virar santo mas que acaba perdendo a cabeça por Hilda. Também integram o elenco, entre outros atores, Arlete Salles, como a cartomante Madame Janete, Ivan Cândido, como o delegado Procópio, Débora Duarte, como a Çãozinha, e Iara Jamra, no papel da beata Fininha. São 50 atores ao todo, além de 200 figurantes recrutados em Tiradentes. A gravação dos 20 capítulos vai até fins de janeiro.
ReproduçãoGiulia Gam: com Edson Celulari e Marco Nanini em Dona Flor...
Ninguém é de ninguémO autor Dias Gomes marca sua volta à tevê em duas minisséries. Em Ninguém é de Ninguém, prevista para ir ao ar em setembro, ele passará a geração de 68 a limpo. Os três primeiros capítulos passam-se em 1968 e os outros 17 em 1998. A trama começa com a festa de um ex-líder estudantil, Roberto, hoje um empresário que disputa uma vaga no Senado. Ele reúne em sua ilha particular os colegas de turma, entre os quais Célia, adepta do amor livre.
A história enfoca a mudança de comportamento não só dos integrantes da geração de 68, mas em relação à geração atual, pois alguns personagens têm filhos, diz o autor. O elenco ainda não foi definido e a direção será de Paulo Ubiratan.
Dona Flor e Seus Dois MaridosA Globo passou de março a julho de 97 gravando a adaptação de Dias Gomes para Dona Flor e Seus Dois Maridos, de Jorge Amado. Afastada das novelas desde 1993, quando interpretou a apaixonada Linda Inês de Fera Ferida, Giulia Gam volta a contracenar com Edson Celulari (o Flamel daquela mesma novela) nesta minissérie ainda sem data prevista para ir ao ar. O outro marido é Marco Nanini. Segundo o diretor Mauro Mendonça Filho, a idéia é atualizar ao máximo a obra de Jorge Amado (cuja adaptação para o cinema teve a participação de seu pai, o ator Mauro Mendonça).
Mulher - Eva Wilma e Patrícia Pillar são as ginecologistas Marta e Cris na série Mulher, de Euclydes Marinho, com direção de Daniel Filho. A clínica onde elas trabalham servirá de cenário para a discussão de temas ligados ao dia-a-dia, como câncer da mama, Aids e uso de camisinhas. Em vez do sexo ligado à violência, vamos mostrá-lo ligado à vida, ao infinito, diz Eva, que contracenará com o marido, Carlos Zara. José de Abreu e Cássio Gabus Mendes também estão no elenco.
Alta RotatividadeUm desempregado que acaba brigando com o melhor amigo e, além disso, é acusado injustamente de assassinato numa noite de
Ano-Novo é a trama da minissérie Alta Rotatividade, escrita por Gilberto Braga, com direção de Dênis Carvalho. Marcos Palmeira faz o papel principal, contracenando com Malu Mader, na pele de uma prostituta.


