ReproduçãoMilton Nascimento
volta mais gordo
do Carnaval na
Bahia e recebe
hoje o Grammy em
show que acontece
no RioQuase morto por parte da mídia há pouco mais de um ano por causa de um emagrecimento súbito - provocado por diabetes tipo 2 -, o cantor Milton Nascimento renasceu em grande estilo. Está mais gordo. Três quilos só na última semana - graças à temporada em Salvador, no Carnaval, onde se empanturrou de comida baiana. Não só. Acabou de ser convidado para estrelar uma noite no festival de Montreux (Suíça), com a possibilidade de chamar os amigos para dividir o palco - Sting está entre os cotados. E volta à sua grande paixão, o cinema, fazendo um papel em ‘O Viajante’’, de Paulo César Sarraceni. Na semana passada, o disco ‘‘Nascimento’’ ganhou o Grammy na categoria world music. Hoje, ‘‘Tambores de Minas’’, o show do disco, será gravado no Rio, para se transformar em um álbum duplo ao vivo, com previsão de lançamento em maio.
Com direção e cenário de Gabriel Villela, o show é visto por Milton como um divisor de águas em sua carreira. ‘‘Tambores’’ evoca festas populares que tratam da vida, morte e ressurreição de Cristo. O Grammy será entregue durante o show. Leia abaixo a entrevista concedida por Milton Nascimento.
Em ‘‘Nascimento’’, o sr. canta ‘‘Estrangeiro não vou ser/ Cidadão do mundo eu sou’’. O Grammy na categoria world music confirma a canção, não?
Eu acho que criaram esse título a partir de minhas próprias músicas. Sempre me perguntaram qual era meu estilo, mas eu não queria rotular. Então, eles criaram esse rótulo para a música que não é feita nos Estados Unidos ou na Inglaterra: música do mundo. E música do mundo está mais perto do que estou cantando.
Não é irônico que um disco voltado para suas raízes, em um momento em que o sr. redireciona a carreira para o Brasil, ganhe tal reconhecimento internacional?
Acho bom. Eu quero trabalhar mais no Brasil esse ano. Mas quanto mais você quer trabalhar ‘‘para dentro’’, mais internacional você fica.
O sr. foi indicado quatro vezes ao Grammy. Em outras ocasiões, esteve na premiação. Por que preferiu ficar no Brasil este ano?
Não fui porque tinha o Carnaval da Tropicália. Fui convidado por meus amigos para estar em Salvador. E foi o maior barato. Só conhecia como espectador. Foram sete horas em cima do trio elétrico. Emoção igual só desfile de escola de samba (ele foi enredo da Unidos do Cabuçu).
‘‘Tambores de Minas’’ é o seu show preferido?

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