Militão Repórter

Como sair da insolvência
e preservar o patrimônio
Arquivo pessoalPara o advogado Almir Sudan, o empresário precisa usar mais as leis a seu favorDiante do quadro econômico nacional e mundial atual, o empresário em geral - pequeno, médio ou grande - precisa se prevenir e conhecer alternativas ou saídas jurídicas para evitar que seu negócio vá para o buraco. Excessiva carga tributária (a maior do planeta), juros altos e o comprometimento com dívidas bancárias e para fornecedores podem levar as empresas a grandes dificuldades. Por isso, é preciso administrar os negócios, as dívidas, para sair da insolvência e preservar o patrimônio.
O que o empresário precisa evitar é realmente perder seu patrimônio, o que infelizmente vem acontecendo. Talvez por não conhecer alternativas legais, por falta de assessoria boa, de conhecimento jurídico a respeito. Pude observar que os bancos, por exemplo, depois de sofrerem diversos reveses - Governo Sarney, era Collor, etc. - se prepararam. Mas o empresário não e ficou nas mãos dos banqueiros. O próprio senador José Eduardo de Andrade Vieira disse isso várias vezes no Congresso e aos jornais do País.
O que fazer?
Saber o que deve, a ‘‘qualidade’’ de seu débito, o comprometimento e vinculação pessoal diante dos contratos bancários e seus fornecedores e o grau de sua responsabilidade, eis a questão. O que fazer? Para o experimentado advogado londrinense Almir Rodrigues Sudan, de Londrina, a saída existe. Encontrei-o numa Cooperativa da região e conversamos a respeito. Ele vem atuando nesse setor para dezenas de empresas do Paraná, São Paulo e Mato Grosso.
Sudan afirma que é preciso fazer um check-up jurídico nas empresas. Trata-se de uma bateria de entrevistas, reuniões, estudos e análises da saúde econômico-financeira da empresa. Numa reunião com sócios de uma empresa, por exemplo, ele tem avaliado as várias espécies de dívidas (contratos e compromissos) e os empresários passam a receber orientações jurídicas a respeito. Muito cuidado, lembra ele, com o que vão assinar. Só o façam na presença do advogado. Um documento, depois de assinado, pode liquidar com a vida do empresário, dos seus negócios e de sua família, que é o que ele mais preza.
As implicações
E as implicações - disse o advogado Almir Sudan - são muitas, no caso do empresário ficar impossibilitado de cumprir os contratos. Porque na maioria das vezes ele não sabe muito bem o que são confissão de dívidas, hipotecas, penhor mercantil, penhor industrial, fiança, aval, multa, juros de mora, taxa legal de juros, concordata (principalmente, o momento correto para impetrá-la) falência (como evitá-la mesmo em estado crítico da empresa) e etc. Os empresários precisam ser muito bem informados a esse respeito, para preservar seu patrimônio nesses tempos muito difíceis para todos.
E é aí, portanto, que a vida do empresário ou do devedor pode começar a tomar outro rumo. Muita gente conhece a vida de empresários que tanto fizeram pela cidade e pelo País e acabaram perdendo tudo. Famílias perderam a qualidade de vida, por um momento de desinformação (uma assinatura intempestiva, uma atitude incorreta) que colocou tudo a perder. Perderam a casa, o carro, o negócio e etc. É preciso ter muito cuidado também com os sócios.
Check-up jurídico
Em suma, já ouvi de vários homens de negócio que todo empresário é honesto, trabalhador e teimoso. Sabe que a situação está ficando complicada, mas insiste em tocar sua empresa, sem se resguardar de um possível contratempo. E quando acorda, pode ser tarde... Vai para o fundo do poço e leva a família junto. Os empresários devem usar a lei a seu favor. Um check-up jurídico pode mudar a paisagem desse quadro muito perigoso, reafirmou o advogado Almir Rodrigues Sudan. Um raio-x na saúde de qualquer empresa detecta seus problemas. E há remédios jurídicos salvadores. O assunto é muito importante no momento nacional atual. Por isso, voltaremos a ele.


HELIANA E EDUARDO
A jovem e inteligente advogada Heliana Turquino vai se casar com Eduardo de Campos, de São Paulo. Ela é filha de Rosirene e Hélio Turquino, um dos grandes criadores de gado Simental no Brasil. O enlace será às 19h45, dia 16 de outubro, na Primeira Igreja Batista, em Londrina. A recepção será no Buffet Planalto. Recentemente, ela obteve junto ao Tribunal de Justiça do Estado a devolução da cobertura de seu pai no Edifício Arcádia.


BOTINA PARA LERNER
O ex-deputado federal e candidato atual José Carlos Martinez, presidente da Rede CNT, prometeu e cumpriu: deu um par de botinas de couro cru para o governador Jaime Lerner. Entregou-as durante comício realizado recentemente em Paranavaí, com show da dupla Chitãozinho e Xororó. O governador calça número 43. As botinas foram fabricadas na região de Paranavaí. Martinez usa um par de botinas da mesma marca desde o início da campanha. Disse que se eleito vai com elas para a posse em Brasília.



Eles trabalham em Módena
para Londrina e o Paraná
Josué de CarvalhoLéo Sabbioni e Cidinha Souza entusiasmados com os projetos que estão surgindo-Cidinha Souza e Léo Sabbioni ficaram durante um ano e meio em Módena, na Itália, desenvolvendo o projeto de intercâmbio entre aquela localidade e Londrina, nas áreas cultural, econômica, social e tecnológica. As duas cidades são coirmãs.
-Na área cultural, informam os dois, virá para cá, em novembro, uma pianista de Módena para apresentação no Cine-Teatro Ouro Verde. Depois será a vez de um maestro de orquestra sinfônica. Trata-se de um famoso maestro de Bolonha.
-No setor econômico eles já conseguiram parceria do Café Odebrecht com uma empresa da Itália. A Esccon, de Londrina, terá uma unidade produtiva, aqui, em parceria com uma indústria italiana do Norte daquele país. Será no setor de bateria, dentro da Incubadora de Londrina.
-São baterias industriais, setor em que a tecnologia italiana é muito boa, lembra Léo Sabbioni. Há também uma parceria comercial para importação de mármores, com a empresa londrinense D’Itália, acrescenta Cidinha Souza.
-Agora estão trabalhando na ECIP 1, que é uma linha de financiamentos da comunidade européia. Vão iniciar com o setor farmo-químico. Ainda nessa mesma linha, os dois fecharam programa de financiamento para o setor textil com o Paraná.
-E essa linha de financiamento está à disposição dos empresários de Londrina e região. Primeiro busca-se o financiamento, para ver se o setor é factível no mercado. Depois selecionam as empresas. Elas vão usufruir de uma ECIP 2, que é uma linha de financiamento da comunidade européia também para uma possível parceria industrial (joint-venture).
-Além do setor farmaco-químico, há programa de financiamento para o metal-mecânico, moveleiro, construção civil e agro-alimentar. o Norte da Itália, onde está módena, é o principal centro agro-alimentar (gastronômico) da Itália e um dos mais importantes do mundo. O parmeggiano regianno é o cartão de visitas de lá, por exemplo.
-Cidinha e Léo retornam em outubro próximo para a Itália, a fim de atraírem empresas e investimentos para Londrina, através do Plano de Desenvolvimento Industrial de Londrina (PDI).
-Na área do turismo vão agiliazar um programa de viagens de grupos paranaenses e italianos. Visando a divulgação turística do Norte da Itália. E também daqui do Norte do Paraná. Os londrinenses e paranaenses vão poder visitar Roma, Florença, Veneza, Bolonha e Módena. Os italianos virão a São Paulo, Rio, Curitiba, Foz do Iguaçu e Londrina, dentro do programa elaborado pelos dois. Programa excelente para casais de todas as idades.
-Na região de Módena, onde dizem eles, está o melhor prefeito do Norte da Itália, estão as indústrias da Versace, Ferrari, Giórgio Armani e Lamborghini, só para citar algumas. A Parmalat está em Parma, na mesma na região.
-Grande sucesso na região da Emilia Romana é o modelo produtivo das pequenas e médias empresas. São sistemas de consórcios e de cooperativas, que londrinenses e paranaenses precisam conhecer. A tecnologia do maquinário italiano pode produzir a mussarela e o minas frescal. Com a qualidade italiana. E o provolone também.
-No final de semana, Cidinha Souza e Léo Sabbioni receberam importante empresário da Itália que veio a Londrina ver as possibilidades de investimento aqui. E me dissem que estão elaborando a realização da Semana de Módena em Londrina, para o próximo ano. Possivelmente dentro da Exposição da Sociedade Rural do Paraná. Ou na mesma ocasião. Vão conversar com o presidente Francisco Galli a respeito.



Oswaldo M.Nelson Kataoka era veterinário em LondrinaO padeiro
diplomado
em Tóquio
-Nascido em Londrina, veterinário formado pela UEL, Nelson Hidemi Kataoka tinha um sonho: enfrentar novo desafio profissional quando estivesse chegando aos 40 anos. Ter uma padaria, uma grife de pães, passava-lhe pela cabeça. Não teve dúvidas: quando soube que em Tóquio havia uma excelente escola para a formação de padeiros, lá se foi ele. Depois dos primeiros quatro meses de curso na Japan School of Baking, foi convidado para ser assistente de um dos
professores. E ficou mais quatro meses na Capital do Japão.
-Em 50 anos da Japan School of Baking, ele é o segundo brasileiro a cursar a escola. E aprendeu a fazer todos os pães do mundo. Lá estão alguns dos melhores professores de pães e sempre vão professores convidados de outros países como França, Itália, Estados Unidos e etc. Há intenso intercâmbio entre os grandes astros da panificação.
-O japonês come menos pão que o brasileiro, mas exige muito mais qualidade. A média per capita aqui é de 30 quilos ao ano. Lá é de 20 quilos. A farinha utializada pelos padeiros nipônicos é melhor, é importada dos Estados Unidos, do Canadá e outros.
- De volta a Londrina, Nelson Kataoka abriu sua boulangerie à sua Souza Naves. É um artista do pão. Descobri-o por causa de minha neta Ana Carolina, que foi com Ignez passear em frente. Nelson usa farinha de trigo da Argentina. Tem mais glúten que a brasileira e deixa o pão mais bem elaborado.
-Nelson faz vários tipos de pães. Faz o bagel de Nova York, o croissant, o epi, o pain de campagne, o raisin e o tabatiére, todos franceses. Fabrica também o italiano, o melon bread, que é japonês, e ainda o butter rol, norte-americano e o batard, suíço-francês. Embora tenha tido convite para se instalar em Curitiba, preferiu trazer seu know-how para Londrina, sua terra.



Arquivo pessoalAdvogadas em Moscou
As advogadas londrinenses Luciana Nabhan e Fabíola Soares no centro de Moscou, onde estiveram recentemente. Foram ainda à Escandinávia, ao Círculo Polar Ártico e visitaram Papai Noel na Lapônia finlandesa. E viram o famoso ‘‘sol da meia-noite’’. Adoraram a viagem. Elas advogam na Justiça do Trabalho.



Arquivo pessoalOs futuros astros
A garotada da escolinha de beisebol da ACEL ganhou o torneio interestadual em Presidente Prudente. Na foto, com o diretor e médico Paulino Matsuzaki, o técnico João Baiano Akio e os auxiliares Edson Kosu e João Tsuzuki, estão os jogadores Vitor Nassu, Van Basten da Silva, Juliano Tsuzuki, Alberto Hayasaka, Paulo Matsuzaki, Bruno Ishikawa, Eduardo Koto, Douglas Ishikawa, Eduardo Tsuzuki, Renan Kawa Higashi, Leonardo Tsuzuki, Renato Sakai, Hugo Nogami, Jun Tanita, Diego Miyabara, Fernando Kajiwara e Moacir de Moraes. O relações-públicas e pai coruja é o cabeleireiro Antonio Nasu. O vice-diretor é Nelson Miyabara, a coordenadora-geral é Maria Gunji Hayassaka, os manageres são Mauricio Moraes e Carlos Kajiwara, o médico da equipe é Olavo Ishikawa e os auxiliares da direção são Irma Ishikawa, Selma Nogami e Silvia Nasu.


LINHA DIRETA
•O Grupo Colméia, que reúne professoras aposentadas (que lecionaram no Hugo Simas) e amigas, promoverá dia dois, às 20 horas, a festa Volta ao Passado. No salão social do Edifício Marquês de Olinda. Uma noitada só para mulheres, que já estão às voltas com vestidos e penteados da época.
•O deputado federal e candidato Paulo Bernardo almoçando rapidamente com amigos na Churrascaria Gaúcha, onde o cupim continua imbatível.
•O vereador e candidato Alex Canziani esteve em Maringá participando da reunião de tabeliães.
•O deputado federal e candidato José Janene participou em Andirá do júri que elegeu a Rainha do Rodeio daquela cidade, a bela Carla de Almeida.
•O jornalista Carlos Costa, diretor de Redação da revista Elle, esteve em Londrina, no final de semana, visitando sua família. E me contou que a revista é impressa no Chile, porque fica mais barato.
•Sandra Graça, candidata à Assembléia, esteve em Paranaguá e cidades do Litoral. Em contato com o pessoal de agências da Caixa Econômica.
•O deputado federal e candidato Luis Carlos Hauly estava na missa de domingo último na Imaculada Conceição. A Veja destacou sua atuação no Congresso Nacional.
•Debaixo de chuva, o prefeito Antonio Belinati foi com seu filho e candidato Antonio Carlos Belinati visitar o local da zona Norte onde fará o novo grande lago de Londrina.
•Belinati tem 80 milhões de dólares (dinheiro da venda do Sercomtel) para investir na cidade. Disse que está deixando passar as eleições, por questão de ética política.
•E sob a chuva de domingo, estavam em campanha na Zona Norte e Zona Sul, os deputados estaduais Durval Amaral (de Cambé) e José Maria Ferreira (de Ibiporã, que esteve também na indústria do empresário Iran Campos) e os candidatos a estadual Waldecir Trindade, Nitis Jacon, Moysés Leônidas, Ligia Puppato e Carlos Tiburcio.
•A assessoria de Farage Khouri, que concorre à Câmara dos Deputados, me diz que ele visitou mais de cem municípios do Paraná.

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