Militão Repórter

Pesca na região seria dinheiro no anzol!
ReproduçãoPESCA & CIA.O tucunaré é a paixão nacional dos pescadores esportivos que usam iscas artificiais. É originário da bacia amazônica--Pescadores de Londrina e cidades vizinhas pediram que esta coluna pergunte às autoridades por qual razão as represas do Estado de São Paulo têm peixes tucanaré e as do Paraná só têm corvinas, que ninguém quer? A carne da corvina é até gostosa, mas para os pescadores não há emoção alguma em apanhá-la, porque não tem resistência, não briga com o anzol. Já o tucanaré é um dos peixes mais esportivos que existem. Pescadores de Londrina e região chegam a viajar de 400 a 500 quilômetros em busca dessa espécie. O tucanaré em ponto de pesca tem em média 30 centímetros e deve pesar uns dois quilos e meio.
--A corvina é um peixe predador. É peixe do mar adaptado e come todos os outros como o barbado, o corimbatá, o piau, a piapara. Qual teria sido o iluminado que colocou a corvina nas represas da região? Qual teria sido esta inteligência rara? São perguntas que fazem muitos pescadores. O tucanaré também é um predador, mas é o grande desafio para os pescadores, é o que atrai tais aficionados da pesca esportiva. E o tucunaré-azul, mais belo e maior do que o amarelo, já chegou às represas paulistas. Por que não aqui no Paraná?
--Eles dizem que as prefeituras de Alvorada, Sertanópolis, Primeiro de Maio, Jataizinho, Porecatu e Sertaneja deveriam se unir e solicitar que a Secretaria Estadual da Agricultura ou a do Meio Ambiente trouxesse peixes esportivos, que atraíssem os pescadores. Eles deixariam de ir às represas do Estado de São Paulo ou ao Mato Grosso. Sabe-se que os pescadores deixam boas receitas onde vão. Cada um gasta em média 50 reais por dia. E este dinheiro poderia ficar aqui na região. Potencial há para isso. Geraria muitos empregos.
--Há condutores de beira de rio - os chamados pirangueiros - que ganham de 50 a 80 reais por dia. Pode-se montar chalés à beira das represas, restaurantes, quiosques e etc. E com certeza aparecerão lojas especializadas em artigos de pesca. São várias as atividades em torno da pescaria. É dinheiro certo. É geração de riqueza sem poluição, através do lazer e do combate ao stress.
--Nunca fizeram um campeonato aqui na represa Capivara ou no Rio Tibagi que despertasse o interesse dos pescadores. Pescar corvina ninguém quer. Nem cascudão... Com a palavra os secretários Antonio Poloni e Hitoshi Nakamura. Vale lembrar que o movimento de pesca nos Estados Unidos rende quase o PIB brasileiro. Portanto, a pesca poderia ser fonte de excelente receita para as prefeituras e para o comércio da região. É só querer. Falta é vontade política ou mais ação por parte dos responsáveis pelo setor.
--O Rio Tibagi já teve seus dias de glória: havia muito dourado, piracanjuba, pintado, jaú e etc. Sumiram, por vários motivos: pesca predatória, poluição
e etc. E também pelo desinteresse das prefeituras que jamais se preocuparam em pensar e planejar a pesca no Tibagi como negócio, visando receita e gerando empregos, proporcionando chances para muita gente progredir. Vale relembrar: o mercado global da pesca esportiva dos Estados Unidos rendeu 38 bilhões de dólares no ano passado. O governo arrecadou 350 milhões de dólares em impostos e taxas. Esse volume de dinheiro sempre retorna aos pescadores em forma de investimentos na área. Senhores prefeitos: pensem nisso! A idéia é boa e - como já disseram - querer é poder! Pesca esportiva é dinheiro no anzol!
--Deve haver outros grandes pescadores em Londrina e região. Se você é pescador pode me telefonar ou escrever. Mas aqui está uma relação de alguns dos considerados craques do anzol: Nilton Barbosa, Egidio Tesser, Roberto Tatashiara, Orlando de Souza, Waldercides Roberto Torracil, Ferdinando Milanez, Lauro Panissa, Alberto Pansolin, José Schietti, Celso Vignadelli, o médico Carlos Roberto Audi Ayres (Laboratório Santa Cruz) Antonio Cinesi (o Tonhão do Planalto), Carlos Kussano, João Rossi, José Paulo Pedriali, Paulo Nóbrega, Claudir Anizelli, Edson Rossi, Jabur Abdala, Paulo Pirola, Vlademir Gutuzzo ‘‘Kinin’’, Milton Roherig, Zé da Traia, Paulo Pinico, Egidio Brizola, Aurélio Albano, Neri Rodrigues Martins, Reginaldo César de Campos e outros.



Milton DóriaAzucena Geymonat Oberdiek sugere que a Net coloque televisão de Buenos Aires aqui
Azucena levou seus alunos
ao Uruguai e à Argentina!
-A profª Azucena Geymonat Oberdiek nasceu numa cidade do departamento de Colônia, Uruguai. Ela foi professora de primeiro grau em Colônia, porto do Rio da Prata. Mudou-se para Buenos Aires, onde ficou durante sete anos estudando e trabalhando. Lá conheceu o paranaense Hermann Oberdiek, nascido em Palmas, sociólogo que foi cursar Teologia na capital portenha. Casaram-se em Buenos Aires. Tiveram dois filhos lá, Fabian e Mauricio. Em 78 voltaram ao Brasil. Hermann, o marido, leciona na UEL. Aqui nasceu Fernando, o terceiro filho do casal.
O trabalho dela
-Logo ao primeiro contato, você percebe que a profª Azucena é inteligente, preparada para o que faz. Ela trabalha em um ateliê de expressão livre. Ensina a língua espanhola. Trabalhou com dona Dolly, no Instituto Cultural, onde durante algum tempo foi a única professora do idioma ibérico. Quando a Secretaria de Educação abriu seu projeto para o ensino de línguas estrangeiras, Azucena ingressou no magistério estadual. É uma das professoras mais estimadas pelos estudantes do Colégio Marcelino Champagnat. O espanhol é ensinado a alunos do 1º e 2º graus, a partir da sétima série do primeiro. E também a pessoas da comunidade que estejam interessadas em aprender.
Gosta de Artes
Psicóloga, bastante culta, Azucena gosta de artes. Agora trabalha também no Corso Itália, uma pequena escola que ensina italiano e espanhol e que tem na direção a competente Doroti Fracavieri. Inclusive um grupo de alunos esteve visitando a Itália, dentro do programa cultural da instituição.
Matando as saudades
-Como fazia algum tempo que não ia a Buenos Aires e a Montevidéu, a profª Azucena convidou seus alunos e também alguns ex-alunos para o que chama de passeio cultural, histórico-geográfico. Levou-os ao Uruguai e à Argentina. Conversaram com muitas pessoas e foram a pontos turísticos, viram shows, museus, livrarias e bairros tradicionais. É claro, foram a San Telmo, La Recolleta e percorreram as famosas Corrientes, Florida e Santa Fé, em Buenos Aires. (Na esquina da Florida com a Lavalle tem uma loja de roupas masculinas, onde vi, em fevereiro último, as gravatas, camisas e pijamas mais bonitos que já encontrei. Nem na 5ª Avenida, em Nova York, vi iguais). Parte do grupo de estudantes da profª Azucena foi para Bariloche. Ela considera Montevidéu e Buenos Aires as cidades mais européias da América do Sul.
Uma pergunta
-A profª Azucena deixou uma pergunta no ar: por que a TV Cabo de Londrina (atenção Net para a sugestão) não repete uma emissora de Buenos Aires, já que a língua espanhola está despertando grande interesse por causa do Mercosul? Além disso, muitas informações de lá poderiam ser úteis a homens de negócios, a empresários e também à cultura daqui. E fiquem sabendo que a TV a cabo de Buenos Aires repete dois canais do Brasil, com fala em português. Um deles apresenta a programação da Globo. A outra mistura a Band com o SBT. Acho que ela tem razão. Seria muito bom para toda a região. Entre os alunos de língua espanhola que foram ao uruguai e Argentina está o jornalista Edilson Moura, nossa colega de Redação na Folha.



Arquivo FolhaCarlos Tiburcio e o deputado federal Abelardo LupionApaixonados pela Rural
Encontrei Carlos Tiburcio, ex-presidente da Rural, saindo de jantar no restaurante Rodeio do centro (onde o educadíssimo Mitsi é o gerente). Ele disputa cadeira de deputado estadual. Foi secretário da Agricultura do Estado. Perguntei a ele qual foi sua grande obra na Rural. Ele respondeu que foi a construção do recinto de shows João Milanez. Tiburcio lembrou que vendeu sozinho os 84 camarotes, a dois mil reais cada um, com direitos de uso por 20 anos. Na verdade, Tiburcio, criador de gado nelore, é um apaixonado pela Rural, pelas atividades do campo.
A sede nova
A conversa saudosista prosseguiu no bar do Bourbon (onde Joãozinho e Jefeté criaram o coquetel Requião) e Carlos Tiburcio falou sobre o projeto da sede nova da Rural, que teria alguns andares e que ele, temendo a crise no País, como aconteceu depois, acabou suspendendo. Seriam seis andares, sendo quatro de escritórios, salas individuais, que Tiburcio havia vendido no lançamento do projeto. Não haveria tempo hábil para ele concluir em seu mandato e não queria deixar problemas para o sucessor. Encontrei novamente Carlos Tiburcio, desta feita na Folha. Ele contou que conquistou (juntamente com o deputado federal Abelardo Lupion, defensor dos ruralistas) o apoio de 66 cooperativas e também de vários sindicatos rurais, associações de suinicultores, produtores rurais e entidades de agrônomos e veterinários. O ruralismo precisa ficar mais forte, comentou.


Arquivo pessoalBaile à Fantasia
Amanhã, na AFML, tem Baile à Fantasia, sob o comando do presidente Edson Barbosa Lemes. Animação da banda Cia. Pinheiro de Música. As melhores fantasias serão premiadas. Aguarda-se a presença de um grande número de funcionários municipais, familiares e convidados.



Sandra Graça, candidata a deputada estadual pelo PTB, de Arapongas, já perdeu cinco quilos na campanha. Seu irmão, o vereador Graça Junior, perdeu cinco também.
Edson Musa, ex-presidente da Rhodia, esteve em Londrina. Falei com ele no Bourbon. Foi ele quem deu o sim para a Atlas escolher Londrina.
A Pirelli, que tem sede em Milão, anda sondando a região. Um diretor da empresa jantou com amigos na Churrascaria Gaúcha.
A entrevista que publicamos com o profº Ismael Mologni fez grande sucesso. Ele recebeu convite para três palestras.


Dorico da Silva
Vai nascer sapinho!
O fotógrafo Dorico da Silva foi pescar com um cunhado dele. Levou a máquina, como sempre faz. Cerca das 20 horas, os dois viram um sapo e uma sapa no maior love, à beira do rio, sob o luar. Vai nascer sapinho com certeza! Dorico não perdeu tempo: o Militão vai querer esta foto. Claro que sim. Colegas da Redação apelidaram o casal de Bill e Monica. Só que esta sapa transou e foi tomar banho no rio, comentou o fotógrafo... Não deixou vestígios para futuro processo...


Pascal MarieAdriana Sklenarikova, modelo eslovaca, tem as pernas mais longas das passarelas de Paris
A Mulher de Karembeu
Christian Karembeu, meio-de-campo da seleção da França, campeã mundial de futebol, é também um craque na escolha feminina. Está vivendo com a famosa
modelo eslovaca Adriana Sklenarikova, que tem 1,86 m de altura. A louraça, que aí está, tem 10 centímetros a mais do que o marido, que ela chama de ‘mon bleu favorite’. Karembeu é escurinho e sempre foi chegado em manequim sofisticada.
Adriana posa também para anúncios da Vendôme. Ulalá, trSs bien!


O CENTRO DE CONVENÇÕES
-Converso com o empresário Luis Veiga no saguão da Prefeitura de Londrina. Ele está entusiasmado com o futuro Centro de Convenções que a TBV vai construir no terreno onde estava o SERU. Sempre sorridente, me conta que o projeto terá uma área de oito mil metros de construção. E que está sendo elaborado pelo arquiteto londrinense Marco Aurélio Paolielo. O Centro, que tem total apoio do prefeito Antonio Belinati, deverá movimentar mais de mil empregos quando estiver funcionando full time.


DOCES PARA AS CRIANÇAS
-Devotos de São Cosme e Damião preparam a comemoração da data em homenagem aos protetores das crianças e dos soldados: dia 27 próximo. Notadamente entre umbandistas e espiritualistas de Londrina, estes santos gozam de grande prestígio. É dia dos adultos distribuírem balas e doces para a garotada. Para agradar aos dois, claro. --- E está confirmada a vinda a Londrina da escritora carioca Márcia Frazão, autora de seis livros sobre bruxaria. Vem ao Congresso da UEL.

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