Militão Repórter
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Fotos France PresseA brasileira Cristiana Reali com o marido francês Francis Huster
A torcida se consola:
perdemos para o melhor!
Ninguém gosta de perder e o segundo lugar não interessa. Vice é vice. Pouca gente respeita. Vice-campeão do mundo não tem lugar assegurado na próxima Copa no Japão e na Coréia. O Brasil vai ter que disputar sua vaga contra os outros países sul-americanos. Por isso, só a Argentina torcia contra a Seleção Brasileira. Paraguai, Chile, Uruguai, Peru, Equador todos torceram para o Brasil. Porque seria um bicho-papão a menos nas próximas eliminatórias.
O garotinho bem que gritou, incentivou, mas a Seleção não ouviu
Adriana Sklenarikowa, manequim famosa, noiva do jogador KarambeuOntem, saí às ruas e ouvi a torcida se consolando: perdemos para o melhor time. Dono da maior artilharia, da defesa menos vazada, não perdeu um jogo sequer, ganhou nove pontos na primeira etapa e venceu três brasileiros: Parreira, campeão do mundo em 94, e que agora dirigiu a Arábia Saudita; Paulo Sérgio Carpegianni, que levou o Paraguai à Copa e Mário Jorge Lobo Zagallo, que nasceu em Alagoas. Palavras que consolam, dirão outros. O futebol é tão importante para o brasileiro que deveria ser considerado assunto de segurança nacional. Deixar a maior paixão popular brasileira só por conta dos cariocas da CBF é correr sempre o risco de um fiasco como o de domingo no Estádio de Paris.
Milhares de mães e filhas sofreram muito com a derrota brasileira
Milhares de crianças e jovens - principalmente eles - envoltos em bandeiras, bandeirolas e com as cores verde-amarelo nas mais diversas combinações, esperando pela vitória, pela consagração daquilo que o mundo sabe que o Brasil tem de bom: o seu futebol. Mas com um técnico teimoso, e isto aconteceu durante toda a Copa, que teve sempre medo de substituir, de usar seu poder de decisão, temeroso também, deu no que deu: o Brasil de domingo parecia a seleção da Venezuela. Perdeu a intimidade com a bola. Jogar bola é o que o brasileiro sempre soube fazer. Domingo último, a dona da bola foi a França. Que hoje está comemorando o seu 14 de Julho, o dia da Revolução francesa. Ontem a França toda amanheceu cantando: Allez Les Bleus! Alons enfants de la Patrie! Para os torcedores brasileiros resta a esperança: nada como um dia após o outro! E o brasileiro perde o penta mas não perde o bom humor: já estão dizendo que Zagallo não precisará tomar Viagra. Ele já tem a cabeça dura...
Ou como lembrou o jornalista Egidio Brizola: Deschamps pra lá. Que Zidane a Copa. O importante é comPetit.
Muito sexo no front
Pelo jeito os soldados e oficiais norte-americanos não estão usando preservativos. E o pior, dizem os deputados do Tio Sam: estão engravidando as mulheres militares que estão com eles em todos os fronts. Só neste ano já apareceram 115 grávidas! Parece que a tropa está obedecendo ao lema criado pelos psicodélicos: faça amor, não faça guerra! Dizem que geralmente os encontros entre homens e mulheres militares acontecem dentro de jipes, banheiros, abrigos antiaéreos e até em tanques de guerra.
Camisinhas com nomes
A Benetton acaba de lançar em Londres a sua coleção exclusiva de preservativos em diversas cores e formatos. Nas embalagens, nomes de mulheres. A empresa, cujo presidente é um senador italiano, diz que as cores mais vendidas são a vermelha, a preta e a azul. E nota-se nas farmácias que é grande o número de mulheres que compra os preservativos coloridos. Entre as loiras européias, a cor preta tem tido a preferência. E entre as morenas, ganha a vermelha.
Camiseta nove
de cem quilos
A camiseta nove (le maillot nº neuf) amanheceu pesando cem quilos no domingo. Era peso demais para um garoto de 21 anos carregar sozinho, como esperavam a Mídia, a Parmalat, a Brahma, a Nike e 150 milhões de torcedores.
Naturalmente dotado de uma habilidade especial para lidar com a bola (com os pés) ninguém se lembrou de olhar para o funcionamento da cabeça do jovem suburbano, de origens modestas, com QI mediano, com estrutura genética mesclada, neurônios queimando no fogo da ingenuidade deslumbrada com tantos rapapés e tapetes vermelhos. O olhar hipermérope diante de tanta bajulação glorificada por um sprint e um gol, os braços abertos como asas libertárias, a corrida rumo ao Nada, os companheiros rodeando em alegre vassalagem, descolam qualquer cérebro da caixa craniana.
Quando o doutor Galvão Bueno diagnostica que o menino teve uma espécie de convulsão, usou uma fórmula de delicadeza global. O que o garoto teve, domingo de manhã, foi, nada mais, nada menos, do que desinteria emocional - a popular caganeira. A carga de responsabilidade era demais, cabeça e sistema nervoso não resistiram. Se o caso fosse com um jogador da 2ª divisão, o roupeiro dava um Lomotil pra ele e pronto. Mas, como se tratava de um craque mundial de Seleção tetra, levaram-no a um hospital.
De lá, suprema estultice do treinador Zagallo, foi direto para o gramado, arrastando um peso nacional. Dizem - e eu concordo - que um burro tem 2 neurônios e um técnico de futebol tem 3. Este é para evitar que o técnico faça alguma sujeira à beira do campo. A alegação de que ele pediu para jogar não procede, mesmo quando os companheiros insistem, como alegou o técnico da CBF. A mesma Comissão Técnica que deportou Romário e cortou Raí tinha poderes para não escalar o moço e não os usou.
Divaguemos: se entrasse Edmundo, estaria desmontado todo o esquema tático criado por Monsieur Jacquet para bloquear o camisa 9 brasileiro. Les enfants de la Patrie iriam pensar: e agora?! Como iremos marcar ou segurar esse porra-louca que corre o campo, o tempo inteiro, é craque e ainda distribui bolachadas nas caras dos adversários? A França, única nação latina guerreira que sobreviveu à queda do Império Romano há 2000 anos, ganhou mais uma guerra: a da bola. Teve como seu herói o argelino Zinedine Zidane. Violá!
(Wilson Silva)
Viagra pode deixar o homem mais corajoso
Moacir Costa foi professor da UEL. Hoje é renomado sexólogo em São Paulo
O aparecimento do Viagra colocou à mostra uma daquelas coisas inconfessáveis, que se fala quase às escondidas, e representa o maior pavor masculino: a impotência sexual.
Sobre o assunto, o psiquiatra e sexólogo Moacir Costa afirma que junto com as primeiras notícias, vieram as críticas iniciais. Interessante é que elas partiram exatamente de quem pouco ou nada sabia sobre o assunto. Até autoridades da saúde vieram com reticências costumeiras sobre efeitos colaterais ainda não provados, sobre os perigos do uso do medicamento, que poderia causar infarto e até câncer generalizado.
Esta situação demonstra até que ponto a busca legítima do prazer pode assustar. Esse tipo de comportamento altamente conservador e preconceituoso não leva em conta que a saúde sexual faz parte da boa saúde em geral.
No paciente cardíaco, é importante ter cuidado e um rigoroso acompanhamento médico. Pois só este profissional pode avaliar até que ponto uma pessoa pode tomar este ou aquele remédio.
Já é sabido que o Viagra - diz Moacir Costa - é medicamento que facilita maior irrigação sanguínea no corpo cavernoso do pênis e poderá beneficiar pelo menos 70% dos homens que sofrem de impotência sexual. A entrada do medicamento no mercado brasileiro tem grande importância sim.
Em dois meses de experiência clínica, após o conhecimento das pesquisas realizadas nos Estados Unidos nos últimos dois anos, já podemos ter alguns resultados que nos levam a pensar em algumas hipóteses. Uma delas é a de que os pacientes cuja impotência tem fundo emocional seriam mais beneficiados do que os que têm origem orgânica. Para todos eles, porém, uma coisa é certa: se o homem gosta pouco de sexo, se tem pouco desejo e não tem uma parceria que o ajude a criar o clima verdadeiramente erótico, o resultado não será dos melhores.
Moacir Costa acha que o Viagra deixará os homens mais corajosos não só no sexo. Mas também nos negócios, nas outras atividades. E o principal: o homem perdeu o medo da mulher na cama. Claro, com a ajuda do Viagra e de um bom acompanhamento médico. O homem terá atitudes mais arrojadas em outros setores da vida. Mas a culpa do medo masculino não é das mulheres modernas. Elas são seguras e independentes e isto deveria atrair mais os homens.
Os casamentos mornos também serão beneficiados pelo Viagra. As mulheres casadas, entre 40 e 60 anos de idade, devem pedir a seus maridos que conversem com médicos a respeito. Será a retomada da vibração. Será a volta da vontade de transar, do tesão, da vontade de viver que muita gente acha que perdeu. Acha. É só reacender a chama sexual, que a vida voltará ser la vie en rose, como diz a canção francesa. O casamento que se torna fraternal, pelos anos de convivência, tem na pílula azul uma grande amiga, desde que bem receitada pelo médico.
Moacir Costa, médico psiquiatra, é especialista em Sexualidade pela Universidade Cornell, de Nova York, e autor de vários livros. Entre eles, Sexo, Minutos que Valem Ouro, pela Editora Mandarim. Pedi a ele que analise a posição da mulher no sexo. Publicaremos brevemente.
Calçadão de Londrina
Londrina teve um final de semana dos mais movimentados no seu conhecido Calçadão. Começou sexta-feira pela manhã, no café, com comentários sobre o frio, o preço do café, do boi, da soja e sobre a decisão da Copa do Mundo.
À tarde da mesma sexta vieram Lula, Brizolla e Requião e seus acompanhantes.
Em passeata, percorreram o Calçadão, desde o Coreto até em frente ao Cartório Rocha.
Sábado foi outro dia movimentadíssimo. Ainda mais com o comércio abrindo as portas até as 18 horas! Muita gente passeando, andando, encontrando amigos, comprando e observando.
Além dos políticos, candidatos a deputado em plena campanha, as presenças dos juízes eleitorais e mais o presidente do TRE instalando a cabine eletrônica para treinar os eleitores. Convidado pela juíza Lidia Maejima eu também votei. Em Euclides da Cunha, Vinicius de Moraes, Elis Regina e Carlos Drumond de Andrade.
Lá encontrei repórteres da CNT, da Coroados e da TV Londrina, bem como o pessoal de Coutinho Mendes, da Rádio Brasil Sul. Encontrei o deputado federal Luis Carlos Hauly, o empresário Rachid Zabian (um dos maiores empreendedores
lojistas da cidade), Francisco Galli, presidente da Rural, o pecuarista Otávio Pedrialli, o empresário Farage Khouri, Aymoré Kley, Fuad Sérgio Ferreira e o advogado Carlos Alberto Paolielo conversando com Moysés Bergerson, dono da Bergerson Joalheiros, que estava em Londrina. Encontrei também o vereador Moysés Leônidas e o presidente do Sindicato Rural de Londrina, Edison Mazzei Ponti.
A grande maioria me disse que acha que o Calçadão é o cartão de visitas da cidade. Feito na primeira gestão do prefeito Antonio Belinati. Eles sabem que o Prefeito já autorizou a revitalização do Calçadão. Que precisa de muitas reformas. Da troca do petit-pavê a um visual mais bonito, moderno, em todos os sentidos. Empresários, comerciários em geral e a população aguardam uma bela reforma. Sabe-se que a obra deverá ser executada pelo IPPUL, cujo diretor é o engenheiro Mário Stamm Junior. Vamos ouvi-lo a respeito.
Paraguaia
proibida!
Um promotor de Justiça de Assunção proibiu uma torcedora do Sportivo Luquenho de frequentar o Estádio Sajonia. Motivo: em cada gol dessa equipe ela festejava fazendo verdadeiro striptease nas arquibancadas. Foi acusada de atentado ao pudor e aos bons costumes. Os torcedores protestaram e há três jogos que o Luquenho não marca gols. Seria a reação do time contra o ato da promotoria guarani?





