(Militão Repórter)

O silêncio avança por toda a França

Arquivo Folha




Como são os seus vizinhos: do tipo coração e braços abertos ou daqueles que chegam e saem quietinhos, tentando passar despercebidos? E você: é um vizinho amigo?

Os franceses estão cada vez mais silenciosos. Esta não é a constatação de um jornalista ou de um poeta e, sim, uma ‘‘verdade científica’’ descoberta pelo INSEE, o organismo oficial de estatística da França. É o que informa Gilles Lapouge, da Agência Estado. Silêncio e conversas foram medidos matematicamente, graças à pesquisa com uma amostragem de seis mil pessoas. E como já tinha sido realizada em 1983, sabemos exatamente como a arte de conversar evoluiu nos últimos 15 anos. E não há dúvidas quanto à conclusão: o silêncio está ganhando terreno, estende-se sobre toda a sociedade.
50% não conversam
Por exemplo, em 1983, 82% dos assalariados tinham conversado com um de seus colegas sobre um assunto não profissional, pelo menos uma vez por semana. Em 1997, esse número caiu para 72%. Entre os comerciantes a curva é a mesma. Em 1973, 58% dos clientes falavam, pelo menos uma vez por semana, com o dono do armazém ou do açougue, sobre assuntos não relacionados com os produtos que estes lhes ofereciam. Hoje, não mais do que 43% dos fregueses continuam fazendo isso. As relações de amizade também estão ficando cada vez mais mudas. E isso não é para lá de estranho? Já imaginaram dois bons amigos que nunca falam um com o outro?
As relações dentro dos prédios residenciais resistem um pouco mais, mas andam fracas também. Cerca de 50% das pessoas nunca falam com seu vizinho de andar.
Palavra rarefeita
Em 1997, cada francês conversou, em média, com nove interlocutores por semana mas, evidentemente, essa porcentagem varia muito com a idade. A época da conversa fiada é a adolescência. Aos 30 anos o cara ainda é tagarela. Depois a palavra vai ficando rarefeita. Os velhos trancam-se cada vez mais em sua solidão. Do ponto de vista do sexo, as mulheres falam mais do que os homens, principalmente quando são jovens. Quanto aos homens, percebe-se que há uma relação estreita entre a atividade profissional e a loquacidade. E dá para entender isso: um desempregado tem a tendência a mergulhar no mutismo.
Caixas não conversam
Como explicar esse progresso do silêncio? O INSEE aponta várias causas. O hábito de ir ao botequim está se perdendo e as máquinas de café parecem ser menos propícias ao debate do que o antigo balcão do bar. As lojas pequenas estão desaparecendo e, no lugar delas, surgem os super e hipermercados com suas caixas estressadas que não conversam com ninguém. O endurecimento do mercado de trabalho leva à competição, à desconfiança, ao individualismo. Poderíamos mencionar outras mutações da vida cotidiana: as ‘‘conversas’’ pela Internet, os prédios-fortalezas que estão pondo fim à antiga noção de ‘‘bairro’’, as relações cada vez mais tênues com os parentes distantes (tios, primos, avós, sobrinhos)...
Novo campo
Mas na nossa opinião tão interessante quanto os resultados dessa pesquisa é o campo novo que ela abre no domínio das sondagens. Até aqui, vinha-se fazendo pesquisas sobre objetos precisos, fáceis de delimitar e de auscultar. Com essa pesquisa sobre o silêncio o que se está tentando capturar é algo de difuso, volátil, quase indizível. Pode apostar que esse trabalho está inaugurando um vasto campo a ser furiosamente explorado daqui para a frente.
Falando sozinhos
Essa pesquisa sobre a palavra é curiosa, mas talvez pudesse ser levada um pouco adiante. Por exemplo, tenho a impressão que os pesquisadores se esqueceram de uma pergunta fundamental: como tem passado o hábito de falar sozinho em voz alta? A impressão que eu tenho é a de que muitos seres humanos, por causa da idade, da solidão, ou do mau humor estão recorrendo cada vez mais ao monólogo. Infelizmente, esta não foi uma das perguntas feitas às seis mil cobaias da pesquisa sobre o silêncio.Marcos Mocellin
O profº Marcos Mocellin, de Curitiba, virá a Londrina, dia 24 próximo, para falar sobre Obstrução Nasal em Crianças e suas Implicações, Apnéia do sono, septoplastia e Turbinectomia na Infância, para os alunos do Curso de Aperfeiçoamento Clínico em Voz, que está sendo promovido pela Clínica de Otorrino, sob a coordenação da fonoaudióloga Adriana Tan. Dias 15 e 16 de maio, aqui estarão os professores Francisco Pletsch e José Antônio Pinto.


DivulgaçãoA baiana Carla Perez está na Playboy deste mês, que espera vender cerca de dois milhões de exemplaresNova Carla Perez:
20 mil candidatas
A promoção do concurso ‘‘Quem será a nova Carla Perez’’ espera a participação de 20 mil candidatas. E a vencedora será convidada para ser capa da revista Playboy. Além de ganhar valiosos prêmios do programa que fará o concurso. Gugu, Faustão e também Ratinho estão na parada. O grupo É o Tchan tem preferência pela Rede Globo. Carla Perez pelo SBT. Mas no final, falará mais alto o dinheiro. Como sempre acontece. Como diria meu amigo poeta e colega de Ginásio, em Santo Anastácio, Antonio Pinha, ‘‘quando o amor é artificial, a grana é fundamental!’’
Fica até julho
O contrato de Carla Perez com o grupo baiano É o Tchan vai até julho. Sua substituta será escolhida em concurso de televisão, no programa de Fausto Silva, na Globo, ou no do Gugu, pelo SBT. Os entendimentos estão sendo encaminhados. Regininha Poltergeist, 26 anos, uma bela e apimentada loirinha carioca, teve seu nome falado, mas o empresário do É o Tchan afirma que a sucessora de Carla será mesmo apontada através de concurso nacional. Defendendo o Mercadão
A Associação de Moradores dos Bairros Unidos do Jardim Ideal saiu em defesa do Mercadão do Povo e de seus dirigentes. A cozinha comunitária dessa entidade tem sido atendida pelos que ali trabalham, que a ajudaram a oferecer aos necessitados mais de 60 mil litros de sopão durante o último ano. Para os diretores dessa Associação os inimigos do Mercadão do Povo tentam desestabilizá-lo mas não conseguirão seu intento.
Dorico SilvaAlexandre Simioni, ator e diretorCurso de Teatro no SESC já
está revelando novo grupo
Alexandre Simioni, ator e diretor, que montou, recentemente, a peça 61, Fundos, no Bar Valentino, está ministrando curso de teatro no SESC Aeroporto, cujas inscrições continuam abertas. As aulas são a tarde e a noite e cada turma frequenta duas vezes por semana. O curso pode ser feito a partir de 9 anos de idade e os interessados devem procurar a secretaria do SESC, à rua Vasco Cinquini, 429, no bairro do Aeroporto. O telefone para mais informações é o (043) 325-7270.
O curso já deu frutos. Um grupo de meninas que está estudando com Alexandre Simioni acaba de montar duas peças: uma para teatro, cujo nome é Transição e uma para o teatro de rua, que se chama Apenas Romeu e Julieta. O grupo é formado por oito jovens, cuja média é de 15 anos.
Para fazer o curso de teatro no SESC Aeroporto não há necessidade de diploma ou de qualquer curso superior. Mesmo que a pessoa tenha apenas o primário. Basta saber ler. O resto aprenderá lá, afirma o diretor Alexandre Simioni, que é formado em artes plásticas e que fez vários cursos de teatro no Brasil e com atores da Colômbia e da Inglaterra.
Alexandre Simioni quer montar, com o grupo que está surgindo no SESC, a peça Hamlet, de William Shakespeare. Para estrear em novembro desde ano. Os ensaios serão iniciados em maio. Serão utilizados dez atores, entre homens e mulheres. Esta peça deverá ser apresentada em espaços abertos, isto é em ruas de Londrina e região.
Ele quer atingir a pessoas que passam pelas ruas e que dificilmente vão a um teatro. Vamos levar o teatro até elas, disse o diretor. Com o apoio do SESC Aeroporto, cujo diretor em Londrina é o profº João Frederico Gorla.
DivulgaçãoGlauco Antonio e Silvana com o troféu da AONPHomenagem merecida
Ao comemorar os seus 50 anos de existência, a Associação Odontológica do Norte do Paraná homenageou seus ex-presidentes. Um deles, Glauco Pereira Borba, dentista, advogado e também articulista da Folha, nos anos 60 e 70.
Adoentado, Glauco foi representado pelo seu filho Glauco Antonio e pela nora Silvana, que também são dentistas. Glauco acabou falecendo e deixou muitas saudades entre seus amigos. No troféu, que está nas mãos do filho, a inscrição Muito obrigado. Glauco Pereira Borba foi um homem simples, honesto e caridoso, disseram seus companheiros. Uma homenagem mais do que merecida.Decisão do Tribunal de Tóquio
Amauri Pícoli, que pertence à Igreja Testemunhas de Jeová, em Londrina, passou-me a informação de que o Tribunal Superior de Tóquio acabou condenando o governo e três médicos japoneses a pagarem indenização à família de uma senhora que recebeu transfusão de sangue, mesmo sem ter dado consentimento. Ela era Testemunha de Jeová. Acabou falecendo em agosto do ano passado. Agora em fevereiro último o Tribunal de Tóquio deu ganho de causa à ação que a família deu entrada na Justiça do Japão antes dela ter falecido. O Tribunal manteve o chamado direito de autodeterminação da paciente.
Milton DóriaA cocada que Jardelino mais vende é a com leite condensadoJardelino,
o Rei da Cocada
Jardelino Pereira Costa, baiano de Itabuna, há 20 anos morando em Londrina, é também conhecido como o Rei da Cocada. Produto que ele faz e vende desde que chegou a esta cidade.
Antes de Londrina, morou durante seis anos em Bela Vista do Paraíso. Trabalhou na Fazenda Palácio. Foi aí que resolveu colocar em prática aquilo que já havia aprendido em Itabuna: fabricar cocada.
Ele aprendeu com a esposa, dona Alzira, que até hoje o ajuda no fabrico. Veio para Londrina porque o mercado era muito maior. Neste tempo todo fez fregueses e amigos.
Vende um dia sim, outro não, porque tem que preparar as cocadas. Há cocada com chocolate, cocada queimada, com castanha do Pará, com abacaxi, com maracujá e a com leite condensado.
A cocada preferida é a com leite condensado, que também é a mais vendida. A com castanha do Pará só na época do Natal e também por encomenda. As mulheres são as melhores freguesas. Ele usa o coco de casca dura, o maduro.
Entre os seus fregueses assíduos estão Mário Sérgio (da Imobiliária Panorama), Cintia Belinati, José Mário Dequech, José Rodrigues (Farmácia Senador), o deputado José Tavares, o pessoal do Bradesco e os advogados da Justiça do Trabalho.
O Rei da Cocada experimenta sempre os produtos que fabrica. A com leite condensado é a que mais ele gosta. Ela recebeu nota mil numa reunião de empresários. Vai continuar fazendo e vendendo cocada enquanto tiver saúde. E acha que vai ter por muito tempo. É devoto de Nossa Senhora Aparecida.A cueca de Kennedy
Não se sabe se era a cueca que ele usava naquela noite em que Marilyn Monroe cantou, em pleno Madison Square Garden, em Nova York, o happy birth to you para ele... Mas uma cueca do ex-presidente John Kennedy foi leiloada e arrematada por uma mulher, na Big Apple. Ela pagou 3.500 dólares pela peça.
Extra, o novo jornal
Roberto Marinho e as Organizações Globo acabam de lançar novo jornal no Rio: Extra. Que é destinado a concorrer e a combater O Dia, que é o mais vendido na Guanabara. Os caras querem ganhar em todos os setores. Perguntar não ofende!
Qual das mulheres da telenovela Por Amor você gostaria de ter como amiga? Em qual delas você confiaria?
Pena para Sérgio Naya
Pai Roberto de Santo Inácio convocou seus anjos, olhou para sua Bola de Cristal e concluiu: o deputado Sérgio Naya será condenado sim...a passar 20 anos em Miami Beach...cercado de toda a mordomia! E para Genebaldo Correia, João Alves, Ibsen Pinheiro e etc, nada? Tudo! Eles são candidatos novamente este ano!Coro Madrigal de Londrina
O maestro Othonio Benvenuto está precisando de novos talentos para o Coro Madrigal de Londrina. Não é necessária qualquer experiência anterior. O objetivo é descobrir novas vozes. Além de aprender a cantar, os alunos terão aulas de flauta doce.
O Coro Madrigal de Londrina foi criado em abril de 91. O grupo está ligado à Escola Pró-Música, que é também dirigida pelo profº Othonio Benvenuto. Ele organizou e dirigiu a Orquestra Sinfônica e o Coral da UEL.
Os interessados devem procurar a Escola Pró-Música, à rua Piauí, 1º andar. Ou entrar em contato pelo fone 324-5665.Coisas de Brasileiros...
Na Grécia Antiga e no Império Romano, o maior galardão do herói era uma coroa de louros. O brasileiro põe louro no feijão.
--No Brasil é permitido ao ladrão caucionar em Juízo, ressalvando e garantindo direitos de propriedades, que se tornam inalienáveis, impenhoráveis e não podem ser interditados, indisponiblizados, etc. Foi o que fez a advogada que roubou (sozinha?) 112 milhões de dólares do INSS e garantiu dezenas de apartamentos no Rio, depositando cautelarmente 968 mil dólares em Juízo. Agora, é só curtir uma caninha e assumir as propriedades...
--Mandaram presidiários embalar camisinhas para distribuição no último Carnaval. Sabem o que aconteceu? O pessoal encheu os envelopes com papelão e lançou o movimento Liberdade para os Espermatozóides!
Vão pra Casa
Estimativas rolando pelos corredores da Assembléia Legislativa do Estado dão conta de que - no mínimo - 40 por cento dos atuais deputados não se reelegerão, não adianta choro, nem vela. Cadeira cativa na Assembléia só a do Aníbal Cury.

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