Regina Victorelli Borile,
uma mulher internacional!

Mário CesarPara Regina, Londrina precisa ousar mais. Entre as sugestões que faz está a de se tentar trazer uma ópera para a Festa Italiana que a Codel pretende promover.Em 56, 57, 58, se quisesse seria manequim em passarela internacional. Tinha todas as condições para isso. Era tida por todos como a moça mais bonita e elegante de Londrina e do Norte do Paraná. Além de toda sua educação e facilidade em fazer amigos que tinha e tem até hoje, sempre foi muito estimada por todos nesta cidade, onde nasceu. Foi eleita Rainha do Café do Brasil, em São Paulo, num júri em que esteve presente, por exemplo, Assis Chateaubriand, o fundador e todo poderoso dono da Rede de Diários e Emissoras Associados, das quais o carro chefe era a Rede Tupi de Televisão. O homem que fundou a Televisão Coroados em Londrina. A moça de quem falamos é a hoje sra. Regina Victorelli Borile, filha de dona Aurora - uma mulher sempre muito chique - e do falecido Herminio Victorelli, o ‘‘príncipe do caf钒. Regina sempre faz questão de lembrar: é mãe da bela Paula V. Jozzolino Borile e irmã de Hermininho Victorelli.
Conhece o mundo
Casada com o italiano Nelo Borile, expert em antiquários e museus, muito culto e viajado, Regina tem ido constantemente com o marido a exposições e feiras e mostras em museus. Ela me diz que dos cinco maiores museus do mundo, dois são italianos e um deles, que gosta muito, é o Degli Ufizzi, em Florença. Já visitou o Ermitage, de Leningrado; o Louvre, de Paris (onde vai sempre que pode) e o National Gallery, em Londres. Nelo e Regina moram em Verona, na Itália. Passam tempos lá e outro tanto em Londrina.
Museu deve ter vida
Museu não é um lugar morto, lembra Regina. Longe disso, deve ser um local com muita vida porque retrata a história das pessoas, dos povos e dos países e mostra a memória das Nações. Ela conta que os italianos, por exemplo, frequentam muito os museus e galerias. Os escolares e o pessoal da terceira idade estão sempre presentes. Museu não significa depósito de coisas inanimadas. Era um local habitado pelas musas, diz a lenda, e é daí a origem do nome grego. Precisa ter inclusive música e abranger várias áreas. É vida pura. É o passado, o presente e o futuro dos povos.
Uma idéia
Conforme a Folha já divulgou, Regina Victorelli Borile colaborou na coordenação da mostra Tesouros Paranaenses, que apresentou um pouco dos objetos mais importantes de famílias londrinenses, numa promoção do Rotary Clube de Londrina Alvorada, em benefício da construção da casa para os doentes de câncer que necessitam de apoio para aqui ficar. Vendo o atual Museu de Arte de Londrina - a antiga Rodoviária - ela teve uma idéia: iniciar uma campanha visando trocar o local: passar o Museu para a Biblioteca atual (ex-Fórum de Londrina) e vice-versa. Ela diz que o atual Museu de Arte é muito mais claro e conveniente para a leitura. Acha também que o prédio onde está a Biblioteca é o ideal para ser Museu. Tem tudo a ver.
No Carlos Weiss
No Museu Carlos Weiss, da UEL e de Londrina, estão duas telas, que mostram o início de Londrina, com queimada, derrubada da mata, em telas de óleo, que eram de seu pai e que foram doadas para o museu. São quadros pintados em 1938. O avô de Regina, o pioneiro Teodoro Victorelli plantou num sítio, onde hoje é a Brasway, os primeiros pés de café Caturra da região. Além de plantar café em Londrina, o pai dela, Herminio e o irmão, seu Nenê, que aqui fizeram história, também foram plantar café em Rondônia.
Acreditaram em Londrina
A família Victorelli acreditou em Londrina. Seu avô Teodoro vendeu o que tinha no Estado de São Paulo e investiu tudo aqui. Ele teve a primeira máquina de beneficiar café de Londrina. Construiu também o primeiro sobrado de tijolos, que existe até hoje, na rua Paraíba com a Fernando de Noronha. Ele chegou a trazer os pedreiros de Serra Negra e fez a construção com muito capricho. A casa dos pais de Regina, onde dona Aurora mora até hoje, também é clássica e foi comprada pelo pai, seu Herminio, do médico alemão F. Kempfer, que acabou de fazê-la e vendeu. Regina lembra que ainda em 1932 seu avô comprou um quarteirão todo na cidade, na região onde fica hoje o Supermuffato.
E sempre receberam aqui as grandes autoridades do café.
A filha Paula
Regina conta sempre com o grande carinho da filha Paula, com quem diz ter grande simbiose. Paula tem muita experiência artística e deu grande ajuda à mãe na elaboração da mostra Tesouros Paranaenses, que aconteceu recentemente em Londrina. Paula Jozzolino estudou no Actor’s Studio, em Nova York, onde fez direção de cinema. Trabalha também com televisão e informática. Ela e Regina acham que Londrina já é uma cidade grande, mas que gostariam muito de que se tornasse ‘‘uma grande cidade’’. Londrina, lembram, não tem um monumento à altura do que a cidade já representa. E diz que não adianta copiar, tudo tem que ser criado. Esta cidade chama-se Londrina porque é de Londres e nada há que registre este passado de fundação, a não ser a velha estação ferroviária transformada em Museu da cidade, que precisa de maior promoção, receber muitos mais visitantes. Regina acha que as pessoas deveriam fazer mais doações, aumentar o seu acervo. Bem como ao Museu de Arte de Londrina.
O cofre italiano
Ele não sabe quanto ele pesa. Sabe que foram preciso vários homens para carregá-lo. Falamos do cofre que ela trouxe do Piemonte, Itália, e que foi feito em 1630. Este cofre esteve exposto agora em Londrina e chamou a atenção de todos os que visitaram a exposição Tesouros Paranaenses. Ela elogia muito o design dos italianos e diz que a Europa realmente copia muito da Itália. Acha que o Lago Igapó de Londrina deveria ser turisticamente mais explorado. Lembra que o Lago da Garda, ao Norte da Itália, recebe 3 milhões de turistas por ano. É a região do vinho Bardolino. Não quer comparar com Londrina, mas acha que aqui as pessoas e as autoridades precisam criar juntos. A cidade precisa disso.
Ópera em Londrina
Regina Victorelli Borile conversou com o presidente da Codel, Alex Canziani, que lhe falou da festa italiana que pretende fazer. Em setembro ou outubro vindouro na Sociedade Rural. Regina acha que festa de tarantela e pizza é pouca coisa para a grandiosidade de Londrina. Que requer mais, que precisa ousar. E sugeriu: que tal trazer uma Ópera italiana! É difícil, mas não impossível.


O São Paulo do triprefeito Zé Jabur



Foto Mix

Para José Jabur, o médio Bauer foi o maior jogador do tricolor paulista em todos os tempos.

Foto Alvarenga

Entre as fotos de minha mãe, Zulmira Militão, encontrei esta do São Paulo, que compramos em 1956, em São Paulo. Ele guardou para mim. Era são-paulina, porque eu era. Para matar as saudades dos tricolores, aí estão: Alfredo, De Sordi, Pé de Valsa, Poy, Mauro, Bauer e o massagista Perrone, em pé: e agachados, Maurinho, Albella, Gino, Negri e Teixeirinha. Os são-paulinos de Londrina vão se reunir brevemente.

José Jabur foi prefeito três vezes de Porecatu. E estão querendo que ele volte a concorrer...Aficionado do futebol, torcedor fanático do São Paulo FC, ele também torce pelo Londrina. Dele, recebi, há alguns anos, um belo livro contando a vida do São Paulo até o início dos anos 90. Pedi a Zé Zabur que escalasse o São Paulo de todos os tempos. Eis a sua seleção tricolor: Poy, De Sordi e Mauro; Bauer, Rui e Noronha; Friança, Zizinho, Leonidas, Gerson e Canhoteiro. Disse-me que o médio José Carlos Bauer foi o maior jogador que o São Paulo teve em todos os tempos. E como reservas de luxo do Morumbi ele escalou Zetti, Pé de Valsa, Roberto Dias, Pedro Rocha, Raí, Gustavo Albeja e Teixeirinha.




Ele trabalha com
a poesia das cores

Silvio Campi é paulista de Jaboticabal e vai mostrar suas obras em LondrinaSilvio Antonio Campi, artista plástico, paulista de Jaboticabal, pinta óleo sobre tela há 40 anos, esteve em Londrina, visitando seus primos Celso Fernandes Filho, Antonio Fernandes Neto, médicos e Luciane Fernandes, psicóloga. Aproveitou para entrar em contato com galerias de Londrina, a fim de mostrar aqui todo seu elogiado trabalho, que foi visto em muitas exposições feitas nas principais cidades e na capital paulista. Ele já participou também de algumas exposições no exterior.
Em Londrina
Já ficou acertada uma exposição de seus trabalhos contemporâneos, em acrílico sobre tela, que será realizada na galeria do Shopping Catuaí. A data será escolhida brevemente, mas cinco telas já estarão expostas agora em maio. Entrou também em contato com a direção da Bahiarte, uma das principais galerias do Norte do Paraná.
No Hilton
Uma das exposições mais importantes foi a do projeto cultural do Hilton Hotel, em São Paulo. Silvio Campi está incluído, ainda, no chamado Mapa Cultural Paulista, que é um evento oficial, realizado pela Secretaria da Cultura de São Paulo. Reúne os melhores artistas do vizinho Estado.
Outras mostras
Silvio Campi já teve obras expostas e premiadas em Campinas, São Paulo, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Olímpia, Bebedouro, Araraquara, Matão, Terezina, Rio de Janeiro e também na galeria Duailibi em Fortaleza. Além disso seus trabalhos fizeram parte de vários leilões de arte.
Os flamencos
O artista de Jaboticabal começou a pintar em 1952 em sua cidade natal. Teve aulas com um dos maiores pintores brasileiros que foi Arlindo Castellani de Carli. As telas deste hoje estão custando acima de 25 mil dólares. São raras.
Silvio é considerado autodidata e desenvolveu em seu trabalho uma releitura de telas flamencas do século XVIII. Ele pinta, portanto, flores e a chamada natureza morta.
O contemporâneo
Ele ainda desenvolve um trabalho contemporâneo, pintando com acrílico em telas de maiores dimensões. Contemporâneos são os quadros modernos, onde o pintor tem mais liberdade de criação. Aqui em Londrina, ele mostrará seus trabalhos contemporâneos na exposição que fará na galeria do Shopping Catuaí.
Silvio trabalha com a poesia das cores, exaltando em toda a sua plenitude as nuances possíveis com o claro e escuro. Mas busca sempre a unidade dos tons.


OS LONDRINENSES


Arquivo Folha

O advogado Rubens Pavan, presidente do Sercomtel, esteve em Curitiba, conversando com Álvaro Dias, presidente da Telepar. entre os assuntos: telefonia celular para Cambé, Ibiporã e Cornélio Procópio. Se Álvaro topar vai ser uma boa para todos. Mas ele depende também de Brasília. Mas tudo é possível. Basta fazer o que fizeram: dialogar, trocar idéias.

Foto Andréa Turquino

A arquiteta Andréa Turquino Baggio às voltas com projetos de decoração em Cornélio Procópio, Londrina e São Paulo. Trabalha com sua cunhada Maritê Baggio Guimarães. As duas formam uma bela dupla de profissionais.

Foto Mix

O prefeito de Ponta Grossa, Jocelito Canto, esteve em Londrina durante a última Exposição. Veio com o deputado Djalma de Almeida e aqui encontrou amigos como o londrinense Oezir Cantor. Veio convidar os londrinenses para a exposição pontagrossense.

Foto Mix

Lenisa Bergonse Pereira, diretora cultural do Country, dividindo seu tempo entre o Atelier Ponto e Forma e a próxima promoção do clube: a exposição das telas de Nêmora Fasolo e Ana Arbex. São belas telas em pastel a seco e em óleo sobre tela comenta Lenisa.

Foto OJM

O jornalista Roberto Coutinho, da CNT, passou o final de semana em Assunção.
Ficou impressionado com o prestígio do brasileiro Paulo César Carpeggiani, técnico da seleção paraguaia de futebol, que, depois de muitos anos, poderá voltar à Copa do Mundo, na França. E com as denúncias da ex-mulher de Gustavo Stroessner, que entregou o filho do ex-presidente guarani às autoridades. O cara tem uma fortuna na Suíça, segundo ela, que é mui guapa e peligrosa...

Foto OM

Ernesto Alberici e Luis Darol Neto encontraram-se durante a última Exposição da Rural. Jantaram juntos e trocaram idéias sobre negócio futuro entre a Chopin e a Gaúcha. E colocaram a prosa em dia. São amigos há anos.

Foto Mix

Quando quer mandar alguma nota especial para a imprensa, ou algum recado a alguém, o prefeito Antonio Belinati vai para sua máquina de escrever, que prefere ao computador, e manda ver. Outro dia ele escreveu uma cartinha a um amigo que causou verdadeiro frisson. Business and politics.

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