Mil e uma atrações em Wadi Rum
Lawrence da Arábia, o herói britânico que liderou a Revolta Árabe de 1917-18, acampava em Wadi Rum. Situado entre Petra e Ácaba, o local, cujo nome presta uma homenagem ao mais grandioso dos vales (wadis, em árabe) da Jordânia, é uma paisagem inesquecível que mescla deserto e montanha. Vasto, que faz eco e se assemelha a Deus, descreveu, impressionado, Thomas Edward Lawrence.
Hoje, Lawrences Well, o ponto inóspito onde costumava ficar o herói, próximo a uma fonte de água potável onde há também uma tenda de beduínos (o povo que habita o deserto), é apenas um dos trajetos de areia percorridos por milhares de visitantes.
A pé, de picape ou camelo, o lugar inspira aventura, seja partindo deserto afora por uma hora ou perdendo-se por dias a fio. Rum é a porta de entrada oficial do lugar. O vilarejo de cerca de 4 mil habitantes é formado por alguns casebres que abrigam cerca de 20 famílias de beduínos tradicionais, lojinha de artesanato, escola, posto de polícia e uma casa de concreto que serve de restaurante e centro de informações e serviços para turistas. O Rest House, como é chamado, promove passeios, oferece refeições, banho, aluguel de barraca, tenda, picape com motorista, camelo, mantimentos, serviço de guia, etc., tudo necessário para as mil e uma aventuras que reserva Wadi Rum.
Os passeios vão desde a visita de cânions, ruínas dos nabateus e inscrições rupestres, até a rota que leva ao Golfo de Acába e, para os alpinistas, a ascenção da montanha mais alta da Jordânia, Jebel um Adaami (1.830 metros), quase na fronteira com a Arábia Saudita.
Pernoitar por lá, no entanto, é só para os fãs de camping. Uma alternativa, além do aluguel de barraca (a cerca de US$ 10 por pessoa por dia, com café da manhã e jantar no Rest House), é ser convidado para ficar nos acampamentos de famílias nômades espalhados pelo caminho.
Wadi Rum é quase totalmente dominado pelos howeitat, uma das maiores tribos beduínas da Jordânia, que diz ser descendente do profeta Mohammed e dos nabateus, fundadores de Petra. Simpáticos e hospitaleiros, eles raramente não acolhem um estrangeiro. Um aviso: deve-se aguardar o convite. Esta é a melhor opção para quem deseja vivenciar, in loco, um pouco o estilo de vida nômade.





