Peças às 11h da manhã
  Para mim, o Ouro Verde sempre foi um lugar muito fundamental. Desde pivete eu vi muitos filmes lá, filmes importantes. Lembro que a gente assistia a filmes bons de verdade lá e no Com-Tour porque, no Vila Rica e no Cine Londrina, as salas eram mais para filmes comerciais. Às vezes você ia ver um filme, e parecia que você era dono do cinema, tinha só você e mais duas pessoas ali. Eram filmes difíceis, diferentes.
  Dos festivais de teatro, eu também tenho recordações muito boas, a plateia lotada, parecia show de rock, sabe? O Ouro Verde sempre foi muito importante para mim neste sentido. Eu ainda lembro da gente apresentando peças em horários diferentes, tipo às 11h da manhã, é uma memória foda. Ali estavam reunidos os que eram realmente interessados pela cultura, pessoas preocupadas em ver um filme bom, uma peça boa. O Ouro Verde sempre foi uma espécie de oásis cultural para todos nós.’’
Mário Bortolotto, dramaturgo

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