MEU OURO VERDE - Motivo de orgulho
A primeira vez em que estive no então Cine Ouro Verde foi na década de 1960, quando fui assistir junto com a minha família ao filme ''E O Vento Levou...''.
De lá para cá perdi as contas de quantas vezes lá estive, quer para assistir a bons filmes, peças de teatro, festivais de música, vernissages, exposições, óperas, concertos.
Lembro-me muito bem das paredes terem um revestimento de madeira em meia cana, e as poltronas serem verdes, e um trabalho em gesso nas paredes que me lembravam ondas, e que por trás delas antes da sessão acendiam luzes de várias cores, eu ficava esperando essa hora, para mim, ainda uma criança, aquilo tudo era o máximo e máximo era o cinema, depois também teatro da minha cidade.
Sentia orgulho e sempre que parentes meus vinham a Londrina saíamos para passear pela cidade, eu os levava para ver o belo e imponente cinema.
São muitas as boas lembranças da infância, da adolescência e fase adulta da minha vida que não cabem aqui.
Esse sentimento de perda que sinto é muito grande, parte da história da minha cidade que se confunde com a minha, hoje ter acabado, acho que compartilho com outros londrinenses ou não, essa impotência, de não podermos reconstruí-lo agora, já, de vê-lo de novo imponente como sempre foi.
Acredito que medidas eficazes estejam sendo tomadas, e que tudo faremos para tê-lo de volta em breve.
Desde a época quando o Ouro era Verde, e até hoje símbolo de todos os londrinenses.
Weber Wanderley, artesão
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