Em abril de 1984, precisamente no dia 26, entrei pela primeira vez no Ouro Verde para um ensaio geral e fotográfico do espetáculo ''Bodas de Café'', dirigido por Nitis Jacon, que contava a história de Londrina. Naquele ano o Teatro completava 32 anos, Londrina 50 e eu estava com 15.
Uma das minhas entradas em cena era como jornaleiro da Folha de Londrina anunciando a vinda de Luz del Fuego pela primeira vez na cidade, ''Extra, Extra!!!''.
Em 1985, no XVI Festival de Londrina, antes da apresentação da peça ''Toda Nudez Será Castigada'' com o grupo Delta, tive que me esconder nas coxias com o elenco, pois os comissários de menores e policiais militares esvaziaram o teatro para comprovar maioridade - o espetáculo era censurado para maiores de 18 anos.
Com ZYDrina em 1988 subi ao palco com o Grupo Proteu para contar e encenar a história do rádio e assim muitas outras vezes como ator ou diretor. Assisti a espetáculos de teatro, dança, música, circo, de bonecos e shows importantes no cenário mundial que contribuíram para uma grande reflexão no fazer teatral e transformação social. Bem vindos, Bienvenidos, Welcome, sempre foi assim nas aberturas do Filo.
Pela idealização de Vilanova Artigas, pelas manifestações culturais, sociais e políticas hoje sei que o Teatro Ouro Verde foi, é e será um palco/escola de transformações de vidas. Agora Londrina completará 77 anos, o Ouro Verde 60 e eu 43; através das recordações só nos resta esperar, pois o espetáculo não pode parar. Que abram-se as cortinas!!!!!

Paulo Braz, ator, diretor teatral e organizador do Filo

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