‘‘Meu disco tem o básico’’
‘‘Eu voltei para olhar com meu olhar interiorano o Brasil, particularmente minha cidade, particularmente o meu interior. Foi isso que detonou, que tornou possível realizar esse disco. Parece que é uma coisa triste, uma coisa amarga. Não é. Tem uma tristeza, tem uma melancolia mas tem a vida nua e crua como eu sinto que é. Meu disco tem o básico. É apaixonado, respeitoso e triste mas tem o outro lado que é: estou viva, tenho as dores, reconheço as perdas, morro de sofrer, morro de chorar mas estou viva. Isso é uma coisa quente. Então o disco tem essas duas chaves muito profundas - a minha raiz alegre e verdadeiríssima e minha raiz completamente triste, dolorida, sofrida. Foi isso que possibilitou realizar esse trabalho.’’
(Trecho da entrevista que Maria Bethânia concedeu ao jornalista Evaldo Mocarzel e que consta no material de divulgação de ‘‘A Força Que Nunca Seca’’)

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