Mestre com carinho
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domingo, 17 de fevereiro de 2013
Fernanda Breder<br> TV Press 
Danilo Sacramento é eclético. No ar como o Cezar, de "Malhação", ele já foi atleta, comentarista esportivo, apresentador, fez teatro, cinema e diversas participações em novelas e séries. Depois de se tornar conhecido do grande público como o repórter Beto Jr. de "Fina Estampa", da Globo, o ator agora interpreta um professor de Biologia. "O Cezar é um professor garotão, mais amigo dos alunos, não é um professor quadrado", diz. O personagem tem também um lado paquerador, mas sabe separar as coisas. "Mesmo com as alunas dando em cima, como aconteceu com a Fatinha, ele impõe limites. Ele nunca sairia com uma aluna. Mas já com as mães das alunas...", explica, em meio a risos, referindo-se à personagem de Juliana Paiva.
Apaixonado pela natureza e bem-humorado, Danilo empresta muito de si para o personagem. Até mesmo ministrar aulas na ficção foi natural. "Eu já dei aula de futebol, de karatê. Busquei informação sobre Biologia, mas o resto foi fácil", conta. Mas, para se preparar para o papel, o ator precisou aprender a surfar. Logo em sua primeira cena, Cezar aparecia praticando o esporte. "Não tive muito tempo para aprender, precisei fazer aula de surfe dois dias antes de gravar", recorda.
Danilo começou a trabalhar na tevê como apresentador do "Fazendo Escola", da TV Cultura, em 2001. Ele decidiu estudar interpretação por acreditar que o ajudaria no trabalho. "Meu foco não era atuar", garante. Mas como já dirigia programas, logo se interessou pela direção de atores. Foi quando entrou em contato, de fato, com a dramaturgia. "O 'bichinho da atuação' me picou e eu não quis mais parar. Hoje, não me vejo trabalhando com outra coisa", afirma.
RAIO-X
Nome: Danilo Barnak Sacramento.
Nascimento: Em 19 de maio, de 1977, em São Paulo.
O primeiro trabalho na tevê: "Fui apresentador do 'Fazendo Escola', da TV Cultura, de 2001 a 2003".
Atuação inesquecível: "Como o Pérsio na peça 'Homens', baseada na obra de Caio Fernando de Abreu".
Momento marcante: "Quando eu fiz o Beto Jr, de 'Fina Estampa', em 2011".
A que gosta de assistir: "Tudo. Como eu trabalho com tevê, assisto de desenho a filmes. E gosto muito das séries americanas".
O que falta na televisão: "Programas que saibam conscientizar as pessoas sem serem chatos".
O que sobra na televisão: "Humor barato".
Ator favorito: "Não tenho um preferido, mas admiro muito o Johnny Depp pelas construções dos personagens".
Atriz predileta: "Também não tenho uma preferida, mas gosto muito do trabalho da Penélope Cruz".
Com quem gostaria de contracenar: Al Pacino.
Se não fosse ator, o que seria: "Um frustrado, um infeliz".
Novela: "Roque Santeiro".
Cena inesquecível na tevê: "A minissérie 'O Auto da Compadecida', de 1999''.
Vilão marcante: "A Carminha, de 'Avenida Brasil'. Adriana Esteves deu um show".
Personagem mais difícil de compor: "Foi o Pérsio de 'Homens'. Esse foi meu personagem mais desafiador".
Com quem gostaria de fazer par romântico: "Fernanda Montenegro, só para poder contracenar com ela".
Filme: "Não tenho um favorito, mas acho que todo ator deveria assistir ao 'Em Busca da Terra do Nunca', de 2004".
Livro de cabeceira: "'Musashi', de Eiji Yoshikawa, que, aliás, está mesmo na minha cabeceira".
Autor: Shakespeare.
Diretor: Stanley Kubrick.
Projetos: "Duas peças, para o segundo semestre, ainda em fase de captação. Uma eu vou produzir e dirigir. E a outra é a peça 'Homens', que queremos voltar e viajar o Brasil com ela".


