São Paulo - Assim como Meryl Streep é uma das atrizes mais importantes do cinema atual, Margaret Thatcher foi uma das mulheres mais importantes na política do fim do século 20. Nada melhor do que a primeira interpretando a segunda para mostrar uma mulher realmente poderosa. O resultado pode ser visto em ''A Dama de Ferro'', de Phyllida Lloyd, que estreia hoje nos cinemas brasileiros.
Com uma das mais comentadas atuações do ano, Meryl tem grande chance levar o Oscar para casa. Ela assombra na tela. Olhar, voz, caracterização em nada lembram os outros personagens da atriz. Não é à toa que ela já ganhou duas estatuetas e foi indicada a outras 17 do prêmio mais cobiçado da indústria de Hollywood. Outro ator oscarizado no elenco é o também sempre bom Jim Broadbent, que faz o marido e grande parceiro Thatcher, Denis.
O filme conta a trajetória da primeira-ministra do Reino Unido, que comandou o país entre 1979 e 1990. A história começa pelo fim, no estágio em que ela já está doente e frágil - diferente do que o nome do longa sugere - e tem como companhia apenas as alucinações do marido morto. Aos poucos, a trama regride e mostra a sua ascensão na política. Mas não é um caminho fácil.
Em um mundo machista, ela fica cada vez mais conservadora para manter o respeito dos outros parlamentares. Torna-se a Dama de Ferro, apelido dado pelos soviéticos, em plena Guerra Fria, que fica evidenciado em um episódio marcante para a América Latina: a Guerra das Malvinas. O território britânico, localizado em frente à Argentina, foi motivo de disputa entre as duas nações. O conflito resume a sua personalidade linha-dura.

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