Um banheiro. Dentro desse aposento vivem mãe e filho, ambos assombrados pela imagem de um pai ausente, mergulhador profissional. Um dia Gastón, o filho, conhece uma garota com um filho de 11 anos e decide apresentá-lo à mãe. É nesse universo familiar que o autor e diretor argentino Federico León mergulhou para trazer à tona o espetáculo ‘‘1.500 Metros Sobre El Nivel de Jack’’, que será apresentado hoje e amanhã no Filo. O local é o espaço Alternativo e o horário para ambos os dias será às 21 horas.
Nesse enredo envolvendo mães, pais e filhos é que se condensam e acumulam emoções junto com a água da banheira. Um aparelho de TV permanece em cena, uma metáfora a mais oferecida ao público. Isto é, eletricidade e água – amor e ódio – se aproximam de forma perigosa. Mas é o simbolismo da água que adquire uma potência cênica mais expressiva, como uma espécie de sentido multiplicador incalculável.
‘‘1.500 Metros Sobre El Nivel de Jack’’, em outras palavras, é um mergulho profundo nos sentimentos humanos. O espetáculo, desenvolvido em clima intimista, faz uma reflexão sobre o amor, a solidão, a melancolia e o desencontro. Ou seja, a vida e banheira podem transbordar a qualquer momento.
Essa não é a primeira vez que Federico León trabalha com a temática familiar. No ano passado, trouxe ‘‘Cachetazo de Campo’’ ao Festival Internacional de Londrina (Filo), espetáculo, aliás, que recebeu Menção Honrosa Especial no concurso de Dramaturgia organizado pelo Grupo Estudio Teatro Argentino (GETEA), da Universidad Buenos Aires.
Com ‘‘1.500 Metros ...’’, o diretor também teve boa acolhida – recebeu prêmio no concurso de Dramaturgia organizado pelo Instituto Nacional de Teatro, em 1998; foi finalista do prêmio ‘‘Tirso de Molina’’ (Espanha, 1998); recebeu Menção Honrosa no concurso de Dramaturgia organizado pelo Fundo Nacional das Artes (também em 1998) e o Prêmio Teatro XXI, de melhor direção.
Serviço:
‘‘1.500 Metros Sobre El Nivel de Jack’’ – espetáculo escrito e dirigido por Federico León, da Argentina. Elenco: Beatriz Thibaudin, Diego Ferrando, Carla Crespo e Ignacio Rogers. Assitente de direção: Marianela Portillo. Cenógrafo: Ariel Vaccaro. Desenho de luz: Alejandro Le Roux. Técnico de luz: Gianni Scopa. Música e Som: Carmen Baliero.

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