MERCADO MUSICAL - Campeões de vendas
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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006
Nelson Sato<br> Reportagem Local 
Já ouviu falar em Nana Mouskouri? É provável que não (em caso positivo, talvez você seja um dos cinco ou seis fãs da cantora grega no Brasil). Mas, por incrível que pareça, ela é uma das campeãs de vendas de discos em todo o mundo.
Seu nome aparece, surpreendentemente, numa lista atualizada dos artistas que mais faturaram na história da música. O ranking foi divulgado há poucos dias pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica. Os Beatles encabeçam o seleto elenco com 400 milhões de cópias comercializadas até hoje.
Michael Jackson vem em segundo lugar, com 350 milhões de unidades, seguido por Elvis Presley, com 300 milhões. A cantora Madonna destaca-se na sequência com 275 milhões exemplares. O inusitado fica por conta da quinta colocação, na qual Nana Mouskouri desponta com 250 milhões de álbuns superando rivais como Mariah Carey e Celine Dion e medalhões como Elton John e The Rolling Stones.
Mas Mick Jagger e sua banda não têm do que se queixar. Em outra lista, desta vez divulgada pela revista Forbes, eles aparecem ao lado do U2 liderando o faturamento no segmento musical em 2005 nos Estados Unidos. Aqui a contabilidade não se restringiu à vendagem de discos, computando também a quantidade de ingressos comercializados para shows.
De acordo com a publicação, os Stones geraram US$ 168 milhões (cerca de R$ 370 milhões) e o U2 movimentou R$ 150 milhões. Convém, no entanto, ficar com um pé atrás quanto a todos os dados aqui assinalados. Afinal, não há nada que gere mais desconfianças hoje em dia em plena era da pirataria e do download do que números grandiosos veiculados pela indústria fonográfica. Nunca é demais lembrar que as gravadoras vêm, há anos, maquiando os números de vendagens de seus artistas para convencer o consumidor de que está diante de um sucesso.
Uma das táticas preferidas é dar um empurrãozinho amigo computando as cópias distribuídas às lojas, independentemente se foram vendidas ou não. Assim, o encalhe também é adicionado na operação de marketing.


