Mercado interno é 'bola da vez'
A generosidade das companhias em plena alta temporada, na elaboração de suas planilhas, é a necessidade de estimular o mercado doméstico, depois de um ano negro na área internacional. De acordo com os dados do DAC, em 2001 a demanda por vôos dentro do País cresceu 9,1%, em relação ao ano anterior, enquanto para o exterior houve queda de 6%.
Varig e TAM, detentoras de 82,13% e 13,88% de participação nos vôos internacionais, respectivamente, fecharam 2001 no vermelho e estão cortando frequências e linhas às pressas para estancar os prejuízos.
As perdas se devem, sobretudo, à escalada da taxa de câmbio ao longo do ano e aos atentados terroristas nos Estados Unidos em 11 de setembro. Vale lembrar que o dólar é responsável por cerca de 40% de quase todas as empresas do setor, que mantém suas aeronaves por meio de leasing vinculado à moeda norte-americana. Mas a queda na cotação, desde dezembro de 2001, deu fôlego para as companhias iniciarem a disputa pelos turistas.





