A coordenadora do curso de Técnico em Turismo Rural da Escola Agrotécnica Federal de Sombrio (SC), Ana Lúcia Lopes de Lima, disse em Maringá, que é comprovada a carência deste tipo de profissional em hotéis, pousadas ou restaurantes de fazendas, mas a função ainda não existe no mercado de trabalho.
No ano passado, a escola formou a primeira turma de técnicos em turismo rural. Segundo a coordenadora, o curso de Sombrio é o primeiro do Brasil. Além da educação formal, com aulas de 1.250 horas para alunos do nível médio, a escola também oferece cursos de curta duração para empresários e empreendedores.
Conforme Ana Lúcia, que participou em Maringá, na semana passada, do 5º Simpósio Regional de Turismo, vários alunos que se formaram estão atuando nos conselhos municipais de turismo. ''Outros conseguiram emprego na área, mas mesmo sendo carente o mercado ainda não sabe da função do técnico em turismo'', afirma a coordenadora.
Ana Lúcia conta que a grade do curso oferece aulas de diagnóstico, planejamento, avaliação, acompanhamento e implantação de projetos de turismo rural. Além disso, o aluno aprende gastronomia, gestão ambiental, artesanato, folclore, agricultura sustentável e criação de animais exóticos ou silvestres.
A coordenadora diz que a implantação de cursos de curta duração surpreendeu a direção da escola. ''Descobrimos o quanto empresários e pessoas interessadas em entrar no ramo estavam carentes de informação e formação a respeito'', ressalta Ana Lúcia. Os minicursos são montados ''sob medida'' de acordo com a necessidade de uma região ou de um grupo de empresários.
Segundo Ana Lúcia, os cursos ensinam sobre elaboração de cardápios, higiene, bebidas e decoração de mesas, além de outros temas ligados à área de atendimento. ''Neste sentido também atuamos no turismo tradicional, porque o mercado requer instrução ou pessoas formadas para serem camareiras e atendentes'', diz a coordenadora.

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