MERCADO EDITORIAL - Nas linhas da independência
O mercado literário brasileiro movimentou R$ 4,98 bilhões no ano passado. Conforme dados de uma pesquisa divulgada recentemente pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), em 2012 foram comercializados 469,46 milhões de exemplares em todo o país. Longe desses números estratosféricos, e fora do grande filão de best-sellers e publicações focadas em autoajuda, pequenas editoras londrinenses lutam para driblar diversos desafios e se manter no mercado altamente competitivo.
Incentivada pelos escritores Mário Bortolotto e Ademir Assunção, Christine Vianna fundou em 1998 a Atrito Art. "Criei a editora com o objetivo de melhorar a representatividade dos autores locais e aumentar a porcentagem repassada a eles", destaca a proprietária da editora, que também trabalha como atriz e produtora cultural.
Focada em livros de contos e poesia, em 15 anos de atividade, a Atrito Art colocou no mercado 88 títulos de autores londrinenses. "A maioria são autores locais. Mas já publicamos também livros de Antonio Bivar e Adriano Garib, que escreveram sobre dramaturgia, um assunto no qual as grandes editoras geralmente não têm interesse", diz Christine.
Segundo Christine, além de investir em temas que não costumam vender milhões de exemplares, a editora criada por ela enfrenta outros desafios. "Nossa maior dificuldade é em relação ao custo de produção e à distribuição dos livros", relata.
Como estratégia para amenizar os custos de produção, Christine aconselha os autores a buscarem apoio em leis de incentivo à cultura. E para diminuir os gastos com distribuição, a Atrito Art faz o trabalho que geralmente é feito por distribuidoras.
Como o volume de produção ainda é baixo, elas prestam consultoria em relação à edição do texto, à diagramação e até à produção da capa do livro
Nas grandes editoras a porcentagem dos autores gira em torno de 10% sobre o valor de cada exemplar vendido; no caso das editoras menores pode chegar a 65%
O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional





