O turismo está entre os setores que mais crescem em todo mundo, garantindo a geração de milhares de empregos não apenas nos pontos mais tradicionais. Nas últimas três décadas, o turismo no mundo cresceu 350%, enquanto que no Brasil o crescimento foi superior a 2.500%. ‘‘O melhor é que temos condições de crescer ainda mais’’, comemora o presidente da Associação Brasileira de Bacharéis em Turismo (Abbtur), Eduardo Flávio Zardo.
Ele participou de encontro com estudantes de turismo de Maringá e garantiu que o mercado para os profissionais da área está em fase de expansão. ‘‘Mesmo fora da rota tradicional existe espaço para crescimento’’, diz Zardo. Ele compara que até há alguns anos, o destino da grande massa de turistas era sempre o mesmo: Nordeste, Rio de Janeiro e, no Paraná, Foz do Iguaçu.
Com o Programa Nacional de Municipalização do Turismo (PNMT), a partir de 1994 esta condição começou a mudar. ‘‘Na última reunião anual da Associação Brasileira das Agências de Viagens (Abav), foram contabilizados mais de 200 pacotes turísticos em nível interno’’, lembra. ‘‘Sem contar o turismo de negócios e eventos’’.
O ‘‘público interno’’ cresceu nos últimos cinco anos de 18 milhões para os atuais 52 milhões de turistas. O número de viajantes de outros países que optam por conhecer ou voltar ao Brasil, também nos últimos cinco anos, saltou de 2 milhões de pessoas para mais de 5 milhões, em 2000.
Nos próximos dois anos, calcula Zardo, serão investidos em torno de US$ 8 bilhões em infra-estrutura hoteleira e empreendimentos voltados ao turismo de lazer e de negócios. ‘‘Só no Paraná os investimentos chegam a R$ 12 milhões’’, disse. Zardo diz que se for levado em conta que o turismo envolve outras 58 atividades, a geração de empregos é maior. ‘‘O mercado vai absorver toda mão-de-obra qualificada por um bom tempo’’, aposta.

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