A Sony Music e a BMG anunciaram ontem que vão criar uma ''joint venture'', que se tornará a segunda maior empresa fonográfica do mundo, só perdendo para a Universal Music. A ''joint venture'' vai se chamar Sony BMG e cada uma das companhias terá 50% de participação.
Com a parceria, a Sony BMG vai reunir artistas como Michael Jackson, Britney Spears e Pink em uma única gravadora. Dessa forma, as duas esperam enfrentar a Universal Music, que atualmente tem 25,9% do mercado. A Sony BMG deve ter 25,1% de participação.
Segundo o presidente da Bertelsmann, controladora da BMG, Gunter Thielen, o acordo deve ser concluído em dois meses. Rolf Schmidt-Holtz, 55, presidente da BMG, vai chefiar a nova companhia. Andrew Lack, 56, da Sony, também terá um cargo de direção. Os detalhes do acordo não foram divulgados.
O negócio ainda precisará ser aprovado por autoridades reguladoras, mas as duas empresas já têm uma justificativa para a união. O setor precisa reduzir custos e garantir produtos mais competitivos no mercado para impedir que os clientes prefiram copiar músicas da internet para depois passá-las para o CD ou comprarem produtos piratas. A BMG, por exemplo, anunciou que teve perdas de 117 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano. A Sony Music também estimou perdas operacionais de US$ 50 milhões nos seis meses encerrados em setembro.
Hoje, excepcionalmente, deixamos de publicar a coluna de blues, de Kiko Jozzolino.

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