Mera consequência
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segunda-feira, 07 de outubro de 2013
Luana Borges<br>TV Press 
Trabalhar na televisão parecia uma realidade distante para Paulo Verlings. No ar na pele de Bill, em "Copa Hotel", seriado do GNT, o ator acreditava não ter o perfil necessário para o veículo. Por isso mesmo, nunca investiu, de fato, na área. E, muito menos, preparou material de divulgação com fotos e vídeos para deixar nas emissoras em busca de oportunidades para participar de testes.
Foi ao teatro que ele sempre se dedicou com afinco, seja atuando ou produzindo. "Eu costumo dizer que a vida fica um pouco mais fácil quando você entende qual é o seu objetivo. E o meu sempre foi ser ator", afirma Paulo, que há 10 anos faz parte da companhia Teatro Independente, que formou com colegas da Escola de Teatro Martins Pena.
Foram, justamente, os palcos que acabaram rendendo convites para trabalhos na tevê, como em "Força-Tarefa", "Suburbia" e a atual produção do GNT. "Agradeço muito por poder fazer teatro pelo Brasil afora. Já pisei nos 27 Estados. E a televisão surgiu porque as pessoas começaram a conhecer meu trabalho no teatro", frisa.
Na segunda temporada de "Copa Hotel", Paulo precisou encontrar um outro tom para seu personagem. Afinal, as equipes que assinam roteiro, direção de arte e direção-geral mudaram, além de novos personagens terem entrado na história. Consequentemente, a trama de Bill sofreu algumas modificações.
Agora, o personagem está casado e precisa lidar com uma série de situações em seu dia a dia. "Na primeira temporada, o Bill servia quase como um alívio cômico. Nessa, ele passa a ter um pouco mais de conflito próprio e está um pouco menos 'fanfarrão'", analisa.
Nome: Paulo Sandro Verlings da Silva.
Nascimento: Em 24 de setembro de 1985, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
O primeiro trabalho na tevê: "Força-Tarefa", da Globo.
Interpretação memorável: "Fernanda Montenegro em 'Central do Brasil'".
Atuação inesquecível: Como o Lila de "Suburbia", série exibida pela Globo em 2012.
Momento marcante na carreira: "A minha entrada na Escola de Teatro Martins Pena".
A que gosta de assistir na tevê: "Sou bem eclético. Gosto de ação, suspense, comédia romântica...".
A que nunca assiste: "Não tenho isso porque acho que faz parte da profissão. Acho que a gente tem de ver tudo porque tudo se torna uma referência".
O que falta na tevê: "Programas com mais identidade, com uma aposta maior na questão da linguagem".
O que sobra na tevê: "Programas que ligam nada a lugar nenhum".
Ator: Tony Ramos.
Atriz: Fernanda Montenegro
Se não fosse ator, o que seria: "Infeliz".
Vilão: Odete Roitman, vivida por Beatriz Segall em "Vale Tudo", exibida pela Globo em 1988.
Personagem mais difícil de compor da sua carreira: "No espetáculo 'Rebu'. O Matias foi um dos personagens mais difíceis de encontrar, foi bem complexo".
Com quem gostaria de fazer par romântico: "Tem atrizes muito boas. A Nathalia Dill e a Marjorie Estiano são atrizes ótimas e acho que seria uma troca boa".
Par romântico inesquecível: "Mateus Solano e Alinne Moraes em 'Viver a Vida'".
Filme: "O Fabulso Destino de Amélie Poulain", de Jean-Pierre Jeunet.
Livro de cabeceira: "O Matador", de Patrícia Melo.
Mania: "De tomar café na cozinha".
Autor: Jô Bilac.
Diretor favorito: Luiz Fernando Carvalho.
Medo: "A gente tem tantos... Na Martins Pena, a gente brincava que tinha medo de dormir e acordar cego. É um medo mais concreto".
Projeto: "Estou viajando com o espetáculo 'Maravilhoso' e estou em cartaz de sexta a domingo, até 25 de novembro, com a peça 'Conselho de Classe', com a Companhia dos Atores".


