Menos tiros e mais investigação em 'Força-Tarefa'
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quinta-feira, 03 de novembro de 2011
João Fernando <br> <br> Folhapress 
Wilson não esperava ficar tão triste com um aumento de salário. Na terceira temporada de ''Força-Tarefa'', que estreia hoje, o protagonista da série será promovido de tenente a capitão, mas vai amargar um dos piores momentos de sua vida profissional e também pessoal.
''Ele está em um momento confuso. Acha que foi responsável pela morte dos companheiros de trabalho. Ele está reavaliando a vida e começa a beber para fugir dessa perturbação'', conta Murilo Benício, intérprete de Wilson. No primeiro episódio, a turma da Corregedoria da Polícia, com exceção do coronel Caetano (Milton Gonçalves), será morta em uma emboscada comandada por policiais corruptos.
Entretanto, a nova fase do ''Força-Tarefa'' promete menos cenas de tiros e perseguições. ''A abordagem será mais investigativa. A ação não está mais à frente da história. Os novos corregedores têm a inteligência voltada para a investigação'', explica o diretor José Alvarenga Jr.
A ideia é mostrar o outro lado da polícia militar. ''A segunda temporada era baseada em casos verdadeiros e próximos da realidade brasileira. Agora, nos aproximamos da ficção. Aproveitamos o gancho do 'Tropa de Elite 2' para mostrar que a polícia brasileira está trabalhando na investigação'', compara Alvarenga.
A referência ao longa campeão de bilheteria não se estende apenas à história. A Globo contratou Lula Carvalho, responsável pela fotografia do filme, para dar um ar cinematográfico à atração. ''Como a qualidade aumentou, os programas demoram mais a ser feitos. Um episódio de 45 minutos leva sete dias para ficar pronto. Temos mais efeitos especiais e áudio de cinema'', explica o diretor, dizendo que a rotina de gravações foi cansativa.
Além da insatisfação com o trabalho, o protagonista também enfrentará o clima ruim em casa. ''O Wilson embarcou nessa depressão e levou a família junto. O filho dele já tem três anos, mas ele está distante'', conta Fabíula Nascimento, que encarna Jaqueline, a mulher do policial, que será sequestrada e resgatada pelo marido em um episódio. A moça vai fazer de tudo para salvar o casamento. No entanto, vai penar para conseguir chamar a atenção do companheiro. ''Ela quer ficar com ele e ser amada. Mas a doçura entre os dois não existe mais'', analisa a atriz.
Entre as novidades da temporada estão os novos integrantes da Corregedoria. Única representante do sexo feminino, a sargento Lidiane vai dar o sangue pela corporação. ''Ela sofreu uma perda misteriosa no passado. Por isso, banca qualquer situação e resolve mostrar trabalho para ganhar respeito. Ela é masculinizada, porém, tem sensualidade'', defende a atriz Naruna Costa.
Na nova equipe estão ainda o perito Léo (Sérgio Cavalcante) e o tenente Demétrio (Eucir de Souza). Milton Gonçalves, o coronel Caetano, não sabe se a série terá sobrevida, mas tem vontade de fazer mais uma edição do programa. ''Quem sabe na próxima temos uma rebelião?'', desafia.


