O prêmio Nobel de Literatura Gabriel García Márquez anunciou em Cuba que na terça-feira entregou à sua casa editora, sediada em Havana, as ‘‘provas finais de mil páginas’’ com suas memórias.
O livro inclui suas lembranças desde a localidade de Arataca, na Colômiba, onde nasceu, até a publicação do romance ‘‘La Hojarasca’’ e adiantou sua intenção de publicar suas memórias em três volumes.
García Márquez visitou no dia 1º a redação do jornal Granma Internacional, onde trabalhou na década de 60, e conversou com alguns de seus ex-companheiros, entre eles o veterano jornalista cubano Joaquín Oramas, que na época era secretário de redação do diário.
Oramas comentou com o escritor que, ‘‘talvez por causa da pressa’’, nunca fez qualquer correção nos textos do futuro prêmio Nobel.
García Márquez, que visita com frequência Cuba, onde mantém uma inalterada amizade com o presidente Fidel Castro, reiterou que ‘‘detesta entrevistas’’. Como jornalista, ele também trabalhou na Venezuela, onde recebia US$ 5 por artigo.
Após estar com seus antigos companheiros de redação, García Márquez saiu sob uma chuva torrencial em direção à casa de seu velho amigo Angel Augier, também colaborador do Granma, o órgão oficial do Partido Comunista de Cuba.
O escritor não informou quanto tempo permanecerá em Cuba, mas todos os anos, rigorosamente, ele celebra o aniversário de Fidel em 13 de agosto.
Este ano, o líder cubano completará 75 anos.

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