A história só existe porque é preservada. É o que deve acontecer, através do projeto de Recuperação e Divulgação da Memória do Município de Ibiporã. Um convênio de R$ 99 mil assinado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) permitirá que, em dois anos, os relatos dos pioneiros se transformem em livro e DVD.
''Ibiporã é uma cidade jovem e, por isso, ainda não temos a necessidade de um museu formal do pioneiro. Pensamos em registrar a história deles em vídeo e, posteriormente, lançar um livro e um DVD com esses relatos'', conta o diretor-presidente da Fundação Cultural de Ibiporã, Julio Dutra.
Aos 61 anos, a cidade foi colonizada por imigrantes italianos, japoneses, entre outros. Cerca de 300 pioneiros vivos foram cadastrados pelo Espaço de Memória do Museu Histórico e de Artes de Ibiporã. O projeto pretende evitar que os relatos dessas pessoas se percam.
O diretor da fundação acredita, que em dois meses, o trabalho de coleta de depoimentos deverá começar. Profissionais como museólogos e jornalistas devem ser contratados para a realização do trabalho.
A liberação dos recursos da Seti para o projeto soma-se a outras ações municipais para a preservação da memória, como a revitalização da estação ferroviária da cidade, local de chegada dos pioneiros.
Novecentos e setenta e cinco mil reais devem ser investidos na recuperação da estação, projeto aprovado pelo Ministério do Turismo e recursos da Caixa Econômica Federal (CEF).
A revitalização prevê que o espaço se torne um museu do café e as sete casas dos antigos ferroviários sejam integradas a um complexo que incluirá um centro de produção de artesanato e de capacitação de idosos.
''Num terreno próximo à ferroviária deverá ser construído um centro educacional e de eventos. Já a praça em frente também deve ser revitalizada. A obra já está em fase de licitação'', completa Dutra, destacando que o livro e o DVD com os relatos dos pioneiros serão vendidos a preço de custo e distribuídos às bibliotecas.

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