MEMÓRIA PATRIMONIAL - Construção do cotidiano
Uma grande parcela da população londrinense desconhece a importância da preservação do patrimônio, embora o tema tenha alcançado o noticiário com alguma frequência nos últimos anos.
A reforma do Calçadão, por exemplo, gerou controvérsias ao substituir os pisos sem a preocupação de manter seu desenho arquitetônico original, considerado pelos oponentes da ação parte da identidade visual do município.
O projeto Cidade Limpa também trouxe a discussão sobre o patrimônio ao público ao obrigar proprietários de imóveis comerciais a retirar placas e anúncios publicitários da parte frontal de suas lojas com o objetivo de despoluir e valorizar a fachada das edificações.
Apesar da repercussão nos meios de comunicação, nem sempre o assunto cativa a audiência. Muitas pessoas acham que patrimônio é coisa de velho, sendo que ele é parte do nosso cotidiano, é algo que vai sendo construído no dia a dia. Por isso, pretendemos atingir os jovens difundindo o debate em torno do patrimônio nas redes sociais, diz a arquivologista Amanda Keiko Higashi, que criou um portal sobre o tema em parceria com a arquiteta Camila Silva de Oliveira. Ambas são graduadas na UEL e especialistas em Patrimônio Cultural e Identidades pela UniFil. O portal (www.identidadelondrina.com.br) foi lançado na última quinta-feira, no Museu Histórico Pe. Carlos Weiss. A proposta, segundo elas, é que o endereço virtual disponibilize o maior número de informações possíveis pertinentes ao patrimônio e memória de Londrina.
● A ideia é torná-lo uma ferramenta de pesquisa de assuntos que tratam da valorização e preservação da memória coletiva incorporando temas de áreas diversas como turismo, geografia, história e artes
● No aspecto histórico, refere-se a um bem móvel, imóvel ou natural, que possua valor significativo para uma sociedade, podendo ser estético, artístico, documental, científico, social, espiritual ou ecológico
O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.





