Qualquer ranking confiável de melhores canções brasileiras de todos os tempos traz inevitavelmente pelo menos uma música de Cartola (1908-1980) entre as dez primeiras elencadas. Gênio do samba, o fundador da Mangueira é autor de clássicos imortais como ‘‘As Rosas não Falam’’ e ‘‘O Mundo é um Moinho’’.
  Morto há 30 anos, de câncer, ele nunca deixou de inspirar gerações. De família pobre, Angenor de Oliveira deu duro como servente de obra, e ganhou o apelido famoso por usar um chapéu para se proteger do sol e do cimento que caía de cima. Era um chapéu-coco, mas o apelido Cartola pegou assim mesmo. Nas horas de folga, frequentava rodas de samba e de malandragem.
  Em 1928, juntou-se a Carlos Cachaça e outros bambas para fundar a Estação Primeira de Mangueira. Durante toda a década de 30, teve sambas gravados por ídolos do rádio como Francisco Alves, Mário Reis, Silvio Caldas e Carmen Miranda.
  Em 1974, aos 66 anos, ele finalmente entrou em estúdio para registrar seu primeiro disco como cantor e compositor, que obteve enorme sucesso de público e crítica. Dois anos depois, saiu o segundo disco, também aclamado.
  Apesar da pouca instrução, Cartola trazia um talento inato para compor versos sofisticados, dentro da melhor linhagem poética da canção brasileira. Quando morreu, em 1980, Cartola já estava consagrado como o maior sambista do País.


● Gênero musical, de onde deriva um tipo de dança – de raízes africanas surgido no Brasil –, transformado em símbolo de identidade nacional


● Foi Cartola quem deu nome e escolheu as cores verde e rosa para a escola

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