MEMÓRIA - Musa do modernismo em telinha
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 11 de agosto de 2006
Nelson Sato<br> Reportagem Local 
Patrícia Galvão, a Pagu, foi tema de vários livros lançados nos últimos dois anos. A atriz Norma Benguell rodou um filme dedicado a ela. O longa ''Eternamente Pagu'' (1988) é a atração de hoje, às 21 horas, do programa ''Cine Brasil'' na TV Cultura.
O filme tenta reconstituir a trajetória da musa dos modernistas focalizando suas atividades como jornalista, militante e poeta. O elenco traz Carla Camurati, Antônio Fagundes, Esther Góes, Antonio Pitanga, Kito Junqueira e Beth Goulart. O longa conquistou prêmios nas categorias Júri Popular, Melhor Fotografia e Atriz Coadjuvante (Esther Góes) no IV Rio-Cine Festival RJ, realizado em 1988.
No mesmo ano, abocanhou o prêmio de Melhor Atriz para Carla Camurati no II Festival de Cinema de Natal (RN). Pagu foi casada com escritor Oswald de Andrade. À frente de seu tempo, escandalizou os conservadores com suas atitudes ousadas. Circulou entre os intelectuais paulistanos da década de 20, foi ativista do Partido Comunista e escreveu artigos para jornais.
Em 1933, publicou o romance ''Parque Industrial'', usando o pseudônimo Mara Lobo. Também escreveu contos policiais sob o pseudônimo King Shelter. Como agitadora cultural, revelou e traduziu grandes autores até então inéditos no Brasil como James Joyce, Octávio Paz, Eugene Ionesco e Arrabal. Foi uma das personalidades femininas brasileiras mais fascinantes do século XX. Morreu em 1961 deixando um legado fragmentário que aos poucos vem sendo recuperado pelos pesquisadores.


