MEMÓRIA - 'Cara pintada' nos anos 70
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sexta-feira, 09 de dezembro de 2005
Nelson Sato<br> Reportagem Local 
Como vai ser sua participação na reedição do show 'Na Boca do Bode''
Vou tocar umas 3 ou 4 músicas da Patife Band sem a presença da banda. Será uma formação adaptada com o Paulo Braga no piano e eu na guitarra. Devo tocar também com alguma coisa com o Arrigo e ainda tocar bateria para a Denise Assumpção (filha de Itamar Assumpção), que vai interpretar músicas de seu pai acompanhada de uma banda.
E como foi sua participação no evento nos anos 70?
Foi meu primeiro show profissional. Tinha estrutura, tinha direção musical, pessoas atuando nos bastidores. Foi a primeira vez que o Arrigo apresentou a música 'Clara Crocodilo'. Eu toquei bateria para ele e para o Robinson. Era um quarteto: eu, o Arrigo, o Tonelli (Antonio Carlos) e o Mario (Lucio Cortes). Foi um grande evento, um evento que deu certo, que correu de boca em boca e deixou o teatro lotado.
Você tem alguma recordação curiosa do show?
Ele durou uns dois ou três dias. A gente pintava o rosto seguindo a estética 'glam rock' que estava em voga naquela época através de artistas como Alice Cooper e outros. Lembro também que no encerramento houve uma jam com todos os participantes cantando a música 'Vem Quente que Eu Estou Fervendo'. O show aconteceu em dezembro. Em fevereiro ou março do ano seguinte, me mudei para São Paulo para fazer cursinho.
Você anunciou meses atrás que a Patife Band lançaria neste mês um CD ao vivo com a gravação do show que a banda fez no Festival Demo Sul, em Londrina, em 2003. O disco sai mesmo?
Eu decidi adiar esse lançamento para priorizar o álbum de inéditas. Resolvi deixá-lo para depois. Quero lançar o de inéditas primeiro. Estou fechando o repertório do novo trabalho. Tenho 9 músicas prontas e umas três em fase de acabamento. Estou desenvolvendo uma nova linha de composições, mas mantendo a mesma pegada. Pretendo entrar em estúdio em março e trabalhar sem pressa com uma produção bem cuidada, detalhista, com captação de som legal. A princípio, será um disco independente, mas não está descartada uma parceria com selos alternativos que ofereçam um bom suporte. Dessa vez, ele tem que sair.


