Melhor impossível: `O Agente Secreto´ chega com força à final do Oscar
A coprodução entre Brasil, Alemanha, França e Países Baixos vem colecionando prêmios desde sua estreia internacional no Festival de Cannes
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
A coprodução entre Brasil, Alemanha, França e Países Baixos vem colecionando prêmios desde sua estreia internacional no Festival de Cannes
Carlos Eduardo Lourenço Jorge - Especial para a Folha 

E o jornal “The New York Times”, um dos melhores diários do mundo, este mesmo que vem batendo duro, forte, sem descanso e sem hesitação nos desmandos antidemocratas de Donald Trump, há dias acertou em previsão que fez sobre as prováveis indicações oficiais para o pré-candidato do Brasil ao Oscar 2026, antecipando exatamente as quatro categorias oficiais nas quais a Academia de Artes e Ciências de Hollywood colocou ontem como concorrente “O Agente Secreto”.
A coprodução entre Brasil, Alemanha, França e Países Baixos, que vem colecionando prêmios desde sua estreia internacional no Festival de Cannes do ano passado, vai disputar, no dia 15 de março, no Teatro Dolby, em Los Angeles, estatuetas de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator e Melhor Direção de Elenco (estreia do prêmio desta categoria recém criada). A única surpresa foi a inclusão da candidatura de “O Agente...” à Melhor Filme entre os dez principais títulos apontados pela Academia: além de ser uma espécie de importante distinção extra, Kleber Mendonça Filho tem motivos para comemorar também esta indicação, se lembramos que, em 2020, o sul-coreano “Parasita” levou o Oscar de melhor candidato da seleção principal e também o de melhor filme internacional.

Quanto ao prêmio ao melhor ator, o Brasil de Wagner Moura deve se preocupar especialmente com as performances de Timothée Chalamet (confiram o esfuziante trabalho do mais recente queridinho de Hollywood no bom “Marty Supreme’, lançado quinta-feira, em Londrina) e de Leonardo DiCaprio, que viveu com garra “Uma Batalha Depois da Outra”, ambos filmes também em busca do brilho dourado.
Adolfo Veloso
E outra ótima notícia. O diretor de fotografia brasileiro Adolfo Veloso estará disputando a estatueta da categoria por seu trabalho naturalista na construção formal de “Sonhos de Trem”, longa metragem de Clint Bentley disponível na plataforma Netflix. “Train Dreams”, adaptação de novela homônima de Denis Johnson, narra a história de um trabalhador ferroviário nos EUA no inicio do século passado. Muito da beleza pictórica e da ambientação deste filme que fala da passagem do tempo, de solidão e da vida feita de sacrifícios se deve ao olhar de Veloso, recentemente ganhador do Critics Award de Melhor Fotografia por este trabalho. Paulistano, 37 anos, atualmente vive em Portugal.


