A diretora administrativa Márcia Zoéga de Carvalho, conhecida por três gerações de estudantes como "Tia Márcia", é natural de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Chegou em Londrina em 1968 e há 51 anos dedica-se a ensinar. "Continuo com envolvimento diário e atuante na escola. Minha atividade preferida é o contato com as crianças", conta.

A simplicidade da escola está presente nos pensamentos da educadora. "Aprendi muito com as crianças, com muitas pessoas e não gostaria de citar nomes para não ser injusta. Na trajetória da escola tenho funcionárias, professoras e coordenadoras parceiras há muitos anos e que fazem parte da equipe até hoje. Elas são dedicadas, atuantes e participaram da construção da história d’O Peixinho. Não posso deixar de incluir minha filha Daniele, que está há 26 anos comigo e desde o início veio inovar a escola e tornou-se minha parceira com dedicação e amor às crianças. Gratidão é a palavra!”

Sobre a educação hoje, ela lamenta a desvalorização de tudo:

Penso que hoje a própria educação está desvalorizada, como um todo, não só os professores. As famílias precisam de prioridade no tempo para estar junto com os seus, conviver, dialogar e ensinar. Não há como educar sem afeto e com distância. Não basta estar junto no shopping ou no celular, é preciso interagir e estimular. As famílias esqueceram os valores e estão correndo demais atrás de futilidades desnecessárias para as crianças e estas precisam muito mais de presença do que de presentes", afirma.

A seguir, Tia Máricia fala sobre seus anos escolares.

Onde a senhora costumava se sentar? Ou não tinha um lugar preferido?

Gostava de me sentar na frente para participar melhor.

Havia alguma matéria que gostava mais? E qual era a que gostava menos?

Sempre gostei muito de produção de texto. Na verdade, só me lembro que gostava de estudar e a única matéria da adolescência que não me identifiquei foi o latim, mas mesmo assim essa me esclareceu muitas dúvidas no português.

Usava uniforme?

Sim, saia azul marinho de pregas e blusa branca.

O que a senhora gostava de comer na hora do recreio?

Sempre uma fruta – maçã ou banana - e bolacha maisena.

Gostava de ler, quando criança?

Sim. Devorava livros de todo tipo.

E quando criança, imaginava que teria essa profissão?

Sim. Sempre pensei em ser professora e brincava de escolinha. Depois optei por cursar o Magistério e Letras.

Quem eram seus ídolos nessa época?

Ídolos da música? Beatles, Roberto Carlos.

De que maneira o gosto pela leitura o auxiliou na formação?

A leitura era um meio excelente para ampliar os horizontes. Não havia internet e a TV era limitada.

Qual o seu tipo de leitura favorita atualmente?

Livros sobre educação de crianças e jovens. É preciso sempre estar atualizada para conviver com todos.

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