O Brasil é um dos poucos países que tem a meia-entrada nos cinemas definida por lei. A afirmação é de Pedro Butcher, editor do Filme B (www.filmeb.com.br), site especializado em análise de números de mercado dos cinemas brasileiros.
Segundo dados fornecidos a Butcher por exibidores, atualmente 70% dos ingressos vendidos no país são meias-entradas, o que contribuiria para elevar o preço geral.
A justificativa de um preço mais alto - o mais caro é o de um shopping paulistano, que cobra R$ 23 nas noites de finais de semana - seria uma forma de compensar o uso tão extensivo das meias-entradas. Por outro lado, depois de uma sequência de aumento de público, que de 52 milhões de ingressos em 1997 chegou a vender 117 milhões em 2004, o número anual de espectadores nos cinemas voltou a cair.
Logo, uma alternativa mais direta seria subir o preço dos ingressos. No primeiro semestre de 2008, segundo dados do Filme B, o valor médio foi de R$ 8,26. Em termos mundiais, e em dados de 2005, o ingresso mais caro era o da Suíça: US$ 11,55 (cerca de R$ 17,30). Naquele momento, o Brasil ocupava a 45 posição no ranking, com o Preço Médio do Ingresso (P.M.I.) a US$ 3,08 (R$ 5.85).
''A dúvida que fica'', comenta Butcher, ''é se é realmente o preço o que tem deixado os espectadores longe das salas.'' Isso considerando o formato tradicional de exibição, em queda motivada, entre outros fatores, pela facilidade de acesso a filmes em casa, seja pela TV a cabo ou internet. Nas salas 3D, Butcher afirma que o desempenho têm sido ''um assombro''. Em 2009, o Shopping Palladium, em Curitiba, deve inaugurar as primeiras salas do gênero no Paraná. Hoje, são nove no Brasil. (R.U.)

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