Meio ambiente tem investimentos de R$ 25 milhões
O governo do Estado está aplicando, somente neste ano, R$ 15 milhões em obras e diversos programas no litoral voltadas à área de meio ambiente. Deste total, R$ 2 milhões vão para novos parques e projeto Baía Limpa, R$ 1,5 milhão para construção de aterros sanitários, e R$ 1,5 milhão para contenção da erosão marítima, além dos R$ 7,2 milhões para a limpeza e desassoreamento de canais e rios e R$ 3 milhões da operação Ecoverão 97/98, principalmente à coleta de lixo. A partir de 98, serão destinados mais US$ 20 milhões do programa Pró-Atlântica, financiados pelos governos alemão e paranaense, para a proteção da Floresta Atlântica.
Somando esses recursos aos R$ 10 milhões que já foram investidos nos dois anos anteriores, são R$ 25 milhões aplicados na melhoria do litoral, beneficiando não só a população local mas a todos que frequentam as praias, frisou Hitoshi Nakamura, secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos. Os programas Lixo que não é Lixo e Baía Limpa, além de obras para desenvolvimento do ecoturismo e de infra-estrutura estão modificando a economia e a paisagem do litoral, acrescentou o secretário.
ErosãoA previsão é de que até o final do mês serão abertos os envelopes da concorrência para realizar obras de limpeza, desassoreamento e drenagem nos rios e canais artificiais de toda a planície litorânea, que deverão solucionar os problemas de enchentes. Das 18 empresas interessadas em participar do projeto, 17 são paranaenses e uma baiana.
Trata-se de um projeto a médio prazo, elaborado com base em estudos das correntes marítimas e de outros agentes causadores das erosões no litoral. Uma série de ações devem ser tomadas para reverter o problema, que não é exclusivo de nosso litoral, segundo o diretor-presidente da Suderhsa, Nicolau Kluppel, que cita a costa leste dos Estados Unidos, a Espanha e também a praia de Copacabana como exemplos de praias destruídas pelo avanço imobiliário e que estão sendo recuperadas.
As praias, acrescidas das restingas e dunas, conta com dissipadores naturais e vitais para conter a violência das ondas em períodos de ressaca. Qualquer interferência por parte do homem, alterando o perfil de equilíbrio desses dissipadores, como a construção de avenidas, jardins, passeios e outras obras que ocupem a faixa considerada de marinha, pode resultar em destruição da praia, observa ele.
A proposta da Suderhsa é não permitir a ocupação da faixa litorânea ainda intacta e manter as dunas e restingas existentes. Nas áreas já afetadas, promover a normalização da praia, através do bombeamento de areia de outros locais, para tentar restabelecer o equilíbrio natural, aproveitando inclusive a riqueza de areia existente no litoral. Também implantar o quebra-mar a uma distância de 300 metros da costa, que reduziria a energia das ressacas. Em alguns locais, segundo o presidente da Suderhsa, seria necessário remover as edificações, através de indenizações e desapropriações. Todas essas ações, mais a limpeza dos canais e rios, poderiam devolver às praias a sua paisagem natural, encontrando uma solução real e definitiva para problemas que têm se estendido ao longo dos anos, conclui Kluppel.





