A Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) acaba de dar início às atividades do novo programa de Educação Ambiental: a "Trilha Interpretativa no Viveiro Municipal". Escolas públicas (municipais e estaduais) poderão solicitar gratuitamente a visita, que ocorre às terças e quintas-feiras, no período da tarde. O transporte é de responsabilidade da própria escola e cada visita tem o limite máximo de 40 alunos. Durante a trilha, os alunos percorrem vários espaços do viveiro, localizado no Parque João Milanez (zona Sul) – antiga Fazenda Refúgio - onde conhecem o processo de produção de mudas para plantio que são usadas em calçadas, praças públicas e matas ciliares do município. Mais do que isso: são despertados para a consciência de preservação ambiental. Além desse projeto, a secretaria oferece a "Biblioteca Móvel", Palestras nas escolas" e "Descobrindo o Parque" no Arthur Thomas e Daisaku Ikeda (suspenso por tempo indeterminado).

Gerente de Educação Ambiental da Sema, Queila Spoladore explica que este projeto começou a ser configurado no ano passado e, este ano, se concretizou. Tendo como modelo iniciativas já existentes em outras cidades, a equipe da gerência, juntamente com a equipe técnica do viveiro, definiu os espaços a serem observados na visitação para, então, formatar a trilhas e o respectivo roteiro. "Vimos que era um espaço com várias possibilidades educativas. Diante disso, viabilizamos a formatação da trilha com a Sema. De forma bem didática, os guias – técnicos, biólogos e agrônomos – explicam as etapas do viveiro e os locais conforme as crianças passam em cada um deles", detalha.

Tudo começa com uma breve explanação sobre a finalidade do viveiro e suas atividades. Atentos, os alunos do quinto ano da Escola Municipal Reverendo Odilon Gonçalves Nocetti escutam as explicações do educador ambiental Jorge Akira Oyama, que dá uma prévia do que vão encontrar no viveiro. "Aqui, produzimos as mudas de árvores para serem plantadas nas calçadas, em frente às casas, para reflorestamento e mata ciliar. Há uma lei no município que estabelece que a cada dez metros tenha uma árvore e outra que estabelece os tipos a serem plantados conforme a existência ou não de rede elétrica. Ou seja, não se pode plantar qualquer espécie de árvore em qualquer lugar."

O primeiro lugar de obervação em que as crianças passam é a sala de semeadura, onde são produzidos pequenos tubetes com as sementes das árvores. Uma máquina insere as sementes em uma espécie de cápsula, para, em seguida, ficarem em repouso numa estufa e, assim, começar a germinação. "Esse processo é fundamental para a fabricação das mudas maiores. Muita gente pensa que é só jogar a semente na terra para a árvore nascer. Mas é preciso uma muda", explica a técnica Sirlei Júlio de Souza. De lá, vão para a segunda fase, em outra estufa, na qual os tubetes serão inseridos em pequenos vasos. Todo o processo é detalhadamente explicado e visualizado pelas crianças, que seguem acompanhando a guia pelo viveiro em cada estufa.

Curiosas, as crianças olham para cada espécie com suas fases de crescimento e tipos de folhas; tocam para sentir as texturas de cada uma. Além da passagem pelas estufas, também conhecem o processo de compostagem e de produção de flores, tudo devidamente explicado pela guia que, ao final, realiza uma atividade prática de plantio de sementes germinadas com os alunos. Para finalizar, passam pelo arvoredo, onde há várias árvores plantadas em estágio bem avançado de crescimento que, apesar do tamanho, poderiam tranquilamente ser plantadas em vários localidades da cidades. No entanto, o município não dispõe de maquinário específico. Todo o conteúdo sobre o viveiro e os estágios das mudas pode ser adquirido pelos professores com o "Guia para o Educador" e, assim, darem continuidade ao aprendizado em sala de aula.

MUDAS
No viveiro são cultivadas dez espécies diferentes, entre elas nativas, nativas frutíferas e exóticas. São divididas em duas categorias: sob rede elétrica (Manacá da Serra, Ipê Branco, Quaresmeira, Carobinha e Chal-Chal) e sem rede elétrica (Oiti, Canelinha, Dedaleiro, Ipê Rosa e Alecrim de Campinas). Para plantar qualquer uma delas é preciso autorização da Sema, que vai indicar qual a espécie mais apropriada e de acordo com a disponibilidade do viveiro. Isso porque, existem espécies que demoram anos para chegarem ao tamanho e altura ideal para a doação. Com o ofício do pedido em mãos, é só a pessoa retirar a muda gratuitamente direto no viveiro, onde também receberá orientações de plantio.

Serviço:
Educação Ambiental da Sema: (43) 3372-4768

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