Marilyn Manson é uma figuraça. Talvez seja o sujeito com mais senso de marketing surgido na música pop na década de 90.
É o que poderá ser verificado hoje à noite, quando ele começar a falar no especial que a MTV exibe a partir de 22h30, como atração do programa Presente MTV. Bizarro, controvertido e sexualmente ambíguo, Manson armou o maior rebu no ano passado com seu álbum Antichrist Superstar, atraindo contra si cruzadas conservadoras de norte a sul dos Estados Unidos.
Veio ao Brasil, mas ninguém deu bola. Enquanto tinha shows proibidos, fez a alegria de jornalistas disparando frases de efeito durante entrevistas. Na revista Rolling Stone, por exemplo, contou essa: ‘‘Eu nunca tive aquele medo infantil do que havia embaixo da minha cama. Eu sempre ia ver se tinha algo. Na verdade, eu me tornei a coisa que vive embaixo da cama das pessoas.’’
No semanário inglês Melody Maker, declarou: ‘‘Fazer coisas estranhas para mim se tornou uma coisa comum, como ir ao shopping, ao cinema ou ao McDonald’s.’’ Depois de um breve descanso, Manson está de volta com o álbum Mechanical Animals, no qual atualiza a estética glam, a inspirada tendência dos anos 70 que combinava androginia, rock e lantejoulas e que tinha como expoentes David Bowie, Marc Bolan & T.Rex e The New York Dolls.
É sobre o novo trabalho que Manson fala na TV, comentando músicas e tecendo considerações entre este e o disco anterior. O recheio do programa se completa com uma conversa por telefone entre o artista e Paul Hunter (diretor do clipe da canção ‘‘The Dope Show’’) e um bate-papo com o público no qual ele se mostra espirituoso respondendo a perguntas sobre drogas, metáforas e religião. O especial será reapresentado na quarta-feira ao meio-dia e domingo (dia 15) às 21h30.

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