Há alguns anos, Márcia começou a praticar meditações zen-budistas, e ao contrário do que a mídia mundial divulgou, ela não é budista. ‘‘Não tenho religião, mas acredito em Deus, em Buda, em Jesus Cristo. Comecei a praticar a meditação porque ela nos auxilia a viver melhor, em harmonia com nosso corpo e mente. Consequentemente se estou melhor danço melhor’’, avalia.
A vida de Márcia se confunde com a história do balé. Ela é a bailarina brasileira mais ovacionada por todas as platéias do planeta, fez a maioria dos papéis principais de todos os balés clássicos e contemporâneos. Foi diretora do Stuggart balé por mais de 20 anos, diretora do balé de Santiago do Chile por quase uma década e é considerada uma das melhores bailarinas deste século. Dançou com muitos mitos, como Rudolf Nureyev, Mikhail Baryshnikov, Richard Cragun e Jorge Donn. Mora há muitos anos na Alemanha e há quatro anos publicou sua biografia intitulada ‘‘Uma Vida para a Dança’’, que foi escrita por Telma Mekler. Nos anos sessenta, a revista norte-americana Times publicou: ‘‘Márcia Haydée é para a dança o mesmo que Maria Calas foi para a Ópera’’. Márcia começou seus estudos no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, cidade onde nasceu no dia 18 de abril de 1937.

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