Medalhistas festejam resultado na matemática
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quinta-feira, 22 de março de 2007
Ana Paula Nascimento<br> Reportagem Local 
Comprovando que uma escola pública pode ter qualidade, o Colégio Estadual Souza Naves, de Rolândia, comemora a sua classificação entre as sete instituições públicas de ensino no Paraná com melhor desempenho na 2 Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), nos meses de abril e novembro de 2006. O resultado foi divulgado na semana passada pelo Ministério da Educação (MEC).
Como prêmio, a instituição irá receber livros para a composição de uma biblioteca básica de Matemática - premiação que também irá contemplar três escolas de Curitiba, uma em Itaipulândia, uma em Marechal Cândido Rondon e uma em Maringá. Em Curitiba, o Colégio da Polícia Militar do Paraná também irá receber um notebook com kit de projeção móvel (datashow) como reconhecimento.
Diferentemente do que foi publicado na Folha Cidadania da última terça-feira, ao todo, no Paraná, foram conquistadas 19 medalhas de ouro, 15 medalhas de prata e 15 medalhas de bronze. Só de Rolândia são três alunos medalhistas - uma medalha de ouro e duas de prata - e mais 10 menções honrosas. ''É o resultado de todo um trabalho de equipe que só vem a confirmar que estamos indo no caminho certo. Buscamos mostrar ao aluno de forma prática a importância do estudo na sua vida'', ressaltou o diretor do Colégio Estadual Souza Naves, Antonio Martins.
Com a tranquilidade típica dos bons alunos, Edgar Felix Iastrenski, 14 anos, que conquistou a medalha de ouro pelo seu desempenho em 2006 (na edição anterior da olimpíada foi medalha de prata), contou que desde criança gostava de matemática. ''Acho que é uma coisa natural, porque não me lembro de ter tido nenhum estímulo específico para gostar de matemática'', disse o ''aluno de ouro''. E a afinidade com a matéria, muitas vezes considerada difícil pela maioria dos alunos, também se estende a suas irmãs. Mariana Felix Iastrenski, 13 anos, obteve agora medalha de prata (em 2005, recebeu menção honrosa) e
Lorena Felix Iastrenski, 12 anos, foi menção honrosa.
Outro destaque é a aluna Nayara Pretti Dias, 14 anos, medalha de prata em 2006 e ouro em 2005. Ainda em dúvida sobre a profissão que irá escolher - advogada, engenheira civil ou arquiteta -, Nayara admite que a premiação é um bom estímulo para continuar se dedicando aos estudos. O pai é vendedor e lembra que desde pequena costumava ajudá-lo a fazer contas. A mãe é professora de História e acha que isso também a influenciou, de certa forma, a gostar de matérias da área de humanas. ''Os meus pais sempre me deram apoio nos estudos, nunca foi uma coisa obrigatória'', afirmou. ''A matemática é legal porque também ensina a sermos menos impulsivos. A gente tem que pensar antes de tomar a próxima atitude'', acrescentou. Como parte da premiação de 2005, ela e o aluno Edgar estão frequentando desde julho do ano passado um curso de aprimoramento em matemática, na Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Além do raciocínio lógico, o desenvolvimento da capacidade de concentração também foi apontada pela professora de matemática Valmira Ferreira Neves como outro aspecto bastante positivo da matéria. ''Nas minhas aulas busco promover um ambiente de muita liberdade para que os alunos possam trocar idéias e partilhar o conhecimento. Aprendem a matemática e também a serem companheiros'', ponderou.
Na 2º OBMEP, o Paraná também obteve 152 bolsas científicas e 3.003 menções honrosas entre alunos de 5 à 8 série do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. Dois professores foram contemplados com estágios no Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) - Ivete Carlos e Joace Mequelusse; ambos são do Colégio da Polícia Militar do Paraná, em Curitiba. A listagem completa dos alunos premiados pode ser conferida nos sites www.obmep.org.br ou www.mct.gov.br.


