Maysa, uma minissérie 'cinematográfica'
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quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Márcio Maio<br> TV Press 
Com apenas nove capítulos de duração e uma temática de época, a minissérie ''Maysa'' está sendo gravada quase que completamente fora dos estúdios da Globo. As externas nem sempre são confortáveis para a equipe, mas é inegável a contribuição delas para o resultado final da produção. No caso da minissérie, que estréia dia 5 de janeiro, a diretora de arte Tiza de Oliveira reconhece todas as preocupações que deixou de ter ao conseguir locações como o Palácio das Laranjeiras, residência oficial do Governador do Rio de Janeiro, na Zona Sul da capital fluminense. ''Essa arquitetura e a decoração já matam boa parte do nosso trabalho. Entro apenas com as flores, louças e pratarias, porque os móveis e quadros já estão todos aqui'', explica.
O palácio, na minissérie, representa o interior da residência paulistana da família Matarazzo e a equipe já finalizou todas as cenas por lá. Em quatro dias, sem qualquer ordem cronológica, gravaram imagens de todas as fases retratadas na produção. Na cena em que o casal chega da viagem, a protagonista, vivida por Larissa Maciel, ainda está com 17 anos e, por isso mesmo, a atriz faz questão de carregar na energia e na espontaneidade de Maysa. ''Além da caracterização, várias mudanças no comportamento dela vão marcar as diferenças entre os períodos'', justifica, lembrando que no mesmo dia chega a interpretar a cantora com 17, 30 e 40 anos.
Uma das maiores dificuldades na hora de gravar as externas é encontrar a melhor luz para as locações. No caso do Palácio, alguns iluminadores penaram para, ao mesmo tempo, garantir o serviço sem aparecer através dos vidros das janelas. Com isso, as gravações algumas vezes precisavam ser interrompidas e refeitas.
Como a minissérie é gravada com qualidade de cinema - o diretor Jayme Monjardim pretende lançar um longa com o material editado, alguns ''takes'' são montados para serem captados por apenas uma câmara. É uma forma dele manter o controle total da qualidade fotográfica e de tudo que estiver enquadrado. Nesse esquema, algumas cenas precisam ser regravadas em até quatro planos diferentes. ''Com esses padrões técnicos, a minissérie pode facilmente virar filme'', garante Jayme. Além disso, o diretor faz questão de fotografar cada marcação de cena antes de dar o ''ok'' para as gravações. E não é só para ajudá-lo no enquadramento. ''Depois de todas as minhas obras, costumo lançar um livro pela Editora Globo com uma espécie de álbum fotográfico. As fotos são para o livro de Maysa'', adianta.


