Mauro Senise saúda o jazz acústico
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terça-feira, 01 de setembro de 1998
Zeca Corrêa Leite 
O jazz se inebriou com a eletrônica, perdeu um pouco da beleza mais autêntica, mas começa a pegar juízo e voltar para a trilha donde não deveria ter saído. Mauro Senise, flautista e saxofonista, comemora a tendência. O acústico é muito melhor, você percebe o timbre do instrumento, que em última análise é a nossa assinatura.
Senise esteve no final da semana inaugurando a Muricy Jam Session, uma série de apresentações jazzísticas no pátio da Casa Andrade Muricy, em Curitiba. A promoção da Secretaria de Estado da Cultura objetiva o intercâmbio entre músicos, colocando no palco convidados de outras cidades com os instrumentistas locais.
O flautista estará em Itajaí (SC) dia 8, participando de um workshorp juntamente com outras feras: o violonista Maurício Carrilho, o baterista Paschoal Meirelles, o contrabaixista Arismar do Espírito Santo, o guitarrista Nelson Faria e o maestro Roberto Gnattali.
Senise foi um dos fundadores do Cama de Gato, conjunto que está completando 15 anos, mas de esporádicas apresentações devido aos compromissos de seus integrantes. Um novo disco - o sexto da carreira do grupo - deverá ser lançado em breve, comemorando a adolescência. Ano passado, o Cama de Gato esteve em Aruba, e ainda este ano cumpre temporada na Espanha.
Mauro Senise esteve recentemente no Festival Internacional de Música de Câmara de Kuhmo, na Finlândia. Apesar do tom erudito do evento, o programa contou com obras de Pixinguinha, Villa-Lobos e Radamés Gnattali. Foi um tremendo sucesso.
Ainda em terras finlandesas, o músico tocou com um grupo nativo chamado Mistura Fina, que só executa MPB. A viagem rendeu outros convites como uma temporada para 1999 (quando fará solo com uma importante big band). O Cama de Gato irá para lá possivelmente ano que vem, ou em 2001. Também ficou acertada para 2001 a participação do conjunto no Festival de Kuhmo, que terá como tema a música brasileira.


